Paradiso apresenta “Um Casamento à Indiana”


O Cineclube Paradiso, que funciona no Museu Rio-Pardense, apresenta no domingo,18, às 16h o filme “Um Casamento à Indiana”, de 2001, uma produção Índia/França/Itália e Estados Unidos. Segundo a tradição indiana, quando uma família se reúne para o casamento de seus filhos, todos ficam hospedados na mesma casa, onde todos comem, bebem, dançam e contam velhas histórias. Este é o clima de “Um Casamento à Indiana”, premiado filme da cineasta Mira Nair, que narra as núpcias entre a angustiada Adita (Vasundhara Das) e o engenheiro Hermant Raí (Parvin Dabas). Ela não ama o futuro marido. O casamento é apenas o pano de fundo para uma série de acontecimentos curiosos, que tem como cenário a Índia, país de tradições e costumes que merece ser conferido. O filme ganhou o Festival de Veneza de 2001, por melhor direção. Na época, Mira Nair, com 44 anos, foi a primeira mulher a receber um leão de ouro. Foi também indicado ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro. A obra é leve e despretensioso, diverte ao contar a história de um noivado problemático. O filme foi feito em 30 dias. Na visão de Nair, as diferenças de geração, de classe social e respeito às tradições, produzem calor e fagulhas, mas não separam. Ao contrário, elas são as amálgamas que estreita e dá sentido aos laços familiares. Mira Nair nasceu no dia 15/10/57 na Índia. Estudou Sociologia na Universidade de Nova Delhi em 1976. Acabou se envolvendo com teatro político de rua e durante três anos pertenceu a Companhia Amadora Dramática. Com apenas 19 anos, ganhou uma bolsa de estudos e foi para Harvard, onde conheceu seu primeiro marido. Lá estudou teatro e transitou do documentário para a ficção, a fim de explorar a força aglutinadora da família neste seu Casamento à Indiana. Seu país - a Índia – produz mais filmes do que qualquer outro país do mundo, mas foi nos Estados Unidos que construiu sua carreira. Depois do teatro, trabalhou com grandes mestres do documentário, fazendo vários filmes de não-ficção que documentam a cultura indiana. Sua estréia com um longa-metragem - “Salaam Bombay” venceu o Festival de Cannes em 1989 e foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Em 1996, dirigiu KAMA SUTRA. No começo da carreira, dirigiu quatro documentários – “Índia Cabaret”, sobre a vida de strippers num night club de Bombaim e ganhou um prêmio em 1986. Seu “Nome de Família”, sobre imigrantes indianos nos Estados Unidos, de 2006, recebeu um prêmio também.

Prêmio “Pride of India”
Pratica Ioga há décadas, quando inicia uma filmagem, ela e sua equipe fazem antes uma sessão de Ioga. Já fez um curta de 12 minutos sobre a AIDS chamado “Imigração”. Em 2002, fez “11 minutos e 9 segundos”, que são curtas com 11 diretores internacionais em resposta ao 11 de setembro. O filme tem esta duração: 11 minutos e 9 segundos. Eis alguns atores famosos que já trabalharam com ela: Johnny Depp, Juliette Lewis, Uma Thurman, Reese Whiterspoon, Ben Gazarra, Marisa Tomei, Anjelica Huston e Denzel Washington. Mira Nair, atualmente, vive em Nova Iorque e é professora adjunta da Escola de Artes, juntamente com seu atual marido. Eles têm um filho. Antes da exibição, haverá sorteio de filmes e se fará a escolha da data do próximo filme, que será apresentado em junho, onde os frequentadores deverão escolher entre o brasileiro CAFUNDÓ, direção de Paulo Betti, com Lazaro Ramos e Leona Cavalli e MORANGOS SILVESTRES, de Ingmar Bergman.

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