Ano VI - Edição 108 - São José do Rio Pardo - SP - 28 de fevereiro de 2009

MANDE SUA SUGESTÃO, CRÍTICA, ELOGIO, ETC
Envie uma mensagem no endereço abaixo e ajude a fazer um novo jornalismo!
dasilva@ciranda.net
Deixe a sua opinião sobre as notícias diretamente no Blog clicando nos links "Comentários"
E vote nas nossas enquetes acima!!!!

Paulo Celso Demartini é o novo abade do Mosteiro de São Bernardo


Dom Paulo Celso Demartini nos estúdios da Rádio Maria FM após a entrevista

Abadia Nossa Senhora de São Bernardo está em festa com a escolha de Dom Paulo Celso Demartini como novo Abade.
Na manhã da última terça-feira, 24, enquanto o Brasil festejava as últimas horas do carnaval, ele era escolhido numa Missa Votiva do Espírito Santo. 
Depois de ter passado um ano ajudando na formação dos monges do Monasterio Santa Maria de Chada – no Chile – de 2007 a 2008, ele retornou a Rio Pardo para ser escolhido o terceiro Abade. O primeiro foi Dom Orani João Tempesta, hoje Arcebispo de Belém (PA) e o segundo Dom Edmilson Amador Caetano, atual Bispo da Diocese de Barretos.
A escolha de Paulo Celso Demartini soou como um presente aos 25 anos de profissão e vida monástica, comemorado por ele e pela comunidade de São Roque no dia 26 de janeiro deste ano.
Ele foi empoçado ainda pela manhã pelo Abade Presidente, Dom Luigi Rottini O.Cist. logo após a celebração da Missa Votiva e os rituais - juramentos, canto, depois a própria eleição, a confirmação, o juramento de fidelidade, promessa de obediência.
No período da tarde, houve a eleição dos monges que ajudarão nos trabalhos do novo abade. Padre Pedro Miguel foi escolhido Prior do Mosteiro tendo como seu vice irmão Inácio. Ficou estabelecido também que Dom Paulo acumulará o cargo de Pároco do Santuário de São Roque enquanto que padre Rafael Lourenço, na condição de reitor da comunidade, acompanhará três monges que estão estudando teologia em São Paulo. Durante o período de vacância do Mosteiro. Com a nomeação de Dom Edmilson em janeiro de 2008, padre Rafael assumiu interinamente o Mosteiro como Prior Administrativo e também o São Roque.
Ainda como parte das comemorações do novo abade, no feriado de 19 de março haverá a Benção Abacial. A celebração está marcada para às 10h, provavelmente no Salão Dom Bonifácio, e será coordenada pelo Abade Geral da Ordem Dom Mauro Esteva. Além da comunidade rio-pardense,estão sendo aguardados o Bispo Diocesano Dom Davi e dos Abades predecessores Dom Edmilson e Dom Orani.
Na manhã de quinta-feira, 19, Dom Paulo esteve nos estúdios da Rádio Maria FM, onde concedeu uma entrevista ao vivo ao radialista Edimir Feriam e ao editor do da Silva, Miguel Paião. Durante os trinta minutos, ele contou como foi o ritual que o levou à condição de abade e das mudanças dos cargos dentro do Mosteiro e no Santuário de São Roque. Ele falou também sobre o desafio da nova missão e da certeza de que “Deus sempre o acompanha”. Dom Paulo encerrou sua entrevista com uma bênção a todos os rio-pardenses.


Histórico
Dom Paulo é rio-pardense nascido no dia 15 de agosto de 1964. Recebeu todos os sacramentos de iniciação cristã, etapas da vida monástica e sacerdotal na Paróquia de São Roque, que está aos cuidados dos Monges Cistercienses.
Entrou no Mosteiro no dia 31 outubro de 1982; e para o noviciado no dia 2 fevereiro de 83; emitiu os votos monásticos de estabilidade, conversão dos costumes e obediência no final de janeiro de 84. Neste período começou os estudos filosóficos e teológicos no Mosteiro de São Bento do Rio. 
Fez a profissão solene na Ordem Cisterciense em janeiro de 87; recebeu os ministérios de leitor e acólito em 88; ordenado diácono em 89 e presbítero no dia 15 de dezembro do mesmo ano. 
Desde esta época trabalha na formação dos futuros monges. Passou algum tempo em Roma onde estudou Espiritualidade Monástica no Pontifício Ateneu Santo Anselmo. 
É professor na Faculdade de Filosofia e Teologia da Diocese de São João da Boa Vista e também no Instituto São Francisco e Santa Clara, de Mococa. 

PT regional quer a integração dos diretórios

A direção da Macrorregião Mogiana do PT esteve reunida em Casa Branca na tarde de sábado, 21, com as lideranças do partido para criar um cronograma de ações para região no decorrer do ano de 2009. A Macro é uma instância que auxilia a Direção Estadual a coordenar os diretórios e as comissões provisórias do partido nas 21 cidades da região. O encontro foi coordenado pela presidente Rosa Lazinho e contou com a participação direção do PT rio-pardense.
Foi estabelecido um calendário de reuniões, em várias cidades, durante o primeiro semestre deste ano. O segundo semestre, a pedido dos participantes, deverá ficar a cargo de outras atividades desenvolvidas em cada município, como os cursos de formação política e também os trabalhos preparativos para o Processo de Eleição Direta (PED), que deverá ser novembro.
Segundo Rosa Lazinho, a eleição da Macro deverá ficar para o próximo ano, mas estava aguardando determinação da Direção Estadual sobre o assunto.
A integração das direções partidárias também foi algo bastante discutido. De acordo com o professor Reginaldo Silva, de Pirassununga, a troca de informação entre os municípios, principalmente onde se tem mandato, seja de prefeito ou de vereador, é necessária como forma de amadurecimento político e ajuda a estabelecer posição e estratégia para se fazer o embate às forças reacionários da região. Dessa reunião foi decido a criação de um encontro de vereadores da região e também participação dos diretórios no primeiro Fórum Social da Mogiana que deverá ocorrer em maio em São José do Rio Pardo. A próxima reunião da Macro será no dia 29 de março na cidade de Santa Rita do Passa Quatro.

Câmara fará audiência pública para corpo de bombeiros

A Câmara Municipal realizará Audiência Pública junto à sessão ordinária na próxima terça-feira, 3 de março, para debater os três projetos de lei do Executivo sobre a criação do Corpo de Bombeiros da cidade.
Na última sessão, de 16 fevereiro, a Câmara negou o pedido de urgência aos projetos, justamente para que se realize a Audiência Pública. Dois dos projetos criam uma taxa e um fundo de manutenção do Corpo de Bombeiros e outro institui no Município as normas de segurança dos bombeiros.
Segundo esclarece a Procuradoria Jurídica da Prefeitura, a taxa de manutenção da corporação seria cobrada quando da cobrança do IPTU, sendo isentos os mesmos contribuintes isentos do IPTU. O valor mínimo da taxa estabelecido no projeto é de R$ 5,00 por ano. E o máximo, para imóveis residenciais, de R$ 15,00 anuais. Já os imóveis comerciais e industriais teriam taxas anuais que poderiam chegar a R$ 400,00 (limite só atingido, na prática, pela Nestlé e pela Cargill). De acordo com o convênio padrão assinado entre a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o Comando Geral da Polícia Militar e a Prefeitura de São José do Rio Pardo, esta pelo prefeito João Santurbano, em 31 de dezembro de 2008, o município fica obrigado “a cobrar uma taxa de incêndio, para manutenção dos serviços de bombeiros” (Cláusula 15ª).

Obrigações
O Estado fica obrigado a constituir efetivo policial militar habilitado; fornecer uniformes e material de expediente; remunerar o efetivo policial; fornecer equipamentos para combate a incêndio e operações de salvamento.
Enquanto isso, ao Município cabe manter combustível e lubrificantes; manter viaturas e equipamentos para combate a incêndio, salvamento aquático e terrestre, e de resgate de acidentados; viatura leve para transporte e material; equipamentos de comunicações; manutenção do equipamento em geral; construção ou adaptação de instalações a serem aprovadas pela Polícia Militar; material de limpeza, alojamento e administração; alimentação ao pessoal de escala; instalação de hidrantes públicos planejados.
O Corpo de Bombeiros deverá ainda pronunciar-se em todos os projetos de construção, reformas e conservação de imóveis, exceto residências unifamiliares.

Aposentadorias com menos de 5 anos no cargo


Fabiano Boaro de Sousa

Na entrevista concedida ao Boletim Fala Sério, o Diretor de Previdência do IMP, Fabiano Boaro de Sousa, elucidou uma discussão que têm causado insônia em alguns servidores em cargos efetivos que buscam aposentadoria voluntária.
Segundo a direção do Sindicato dos Servidores Públicos, a principal dúvida sobre o assunto é se há impedimento à aposentadoria ao funcionário que está hoje em cargo efetivo há menos de cinco anos - mesmo tendo exercido anteriormente outro cargo efetivo por dez anos ou mais e que tenha idade suficiente para se aposentar.
De acordo com as informações de Fabiano, o servidor público titular de cargo efetivo tem direito à aposentadoria: por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável; compulsória, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição ou ainda, voluntária, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria.
Caso seja voluntária, o servidor poderá se aposentar através das seguintes condições: ter sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher, com proventos integrais. Ou então sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.
Ainda sobre a questão da aposentadoria voluntária, Fabiano explicou que o servidor que tenha preenchido os requisitos previstos no § 8.º do inciso III do artigo 12 da Lei 1.878, de 19 de outubro de 1994, mas que não tenha cinco anos no cargo efetivo, poderá aposentar-se com a remuneração do cargo anteriormente ocupado desde que tenha o tempo de cinco anos neste cargo, cumulativamente com os demais requisitos.
No entanto foi categórico: “Quem não tem os cinco anos como efetivo não tem direito à aposentadoria”.
Segundo ele, se um servidor concursado ficou um ano como efetivo e depois disso passou a exercer cargos de confiança, mesmo hoje tendo 65 anos, no caso de homem, ou 60 se for mulher, não tem direito a aposentadoria. “Ele terá que voltar a seu cargo efetivo ou senão esperar a aposentadoria compulsória aos 70 anos, onde o único requisito é que seja funcionário público concursado”.
No entanto, salientou que a contribuição realizada pelo servidor fora do cargo será acrescida em 1/8 a cada ano trabalhado no momento de sua aposentadoria. Ou seja, quando completar todos os requisitos exigidos por lei.

Sindicato
A direção do Sindicato dos Servidores Públicos disse não concordar com as informações do Diretor da Previdência do IMP. Segundo Roberto Taujanskas Bittencourt, Betão, o correto seria o IMP consultar algum órgão, como o Cepam, por exemplo, “para se ter certeza que a posição do Instituto não irá gerar ações contra a instituição, como foi o caso dos descontos indevidos dos aposentados que hoje estão onerando os cofres do IMP”.
O Sindicato tem sido constantemente procurado por servidores informando que irão à justiça garantir seus direitos. Uma das alegações dos reclamantes, também compartilhada pelos sindicalistas é que o concursado torna-se efetivo assim que cumpre o seu estágio probatório de três anos, independente se está ou não em seu cargo de origem ou no de comissão. (Fala Sério: Informativo do Sindicato dos Servidores Públicos de S.J.do Rio Pardo)

Resposta do prefeito decepciona Sindicato

O prefeito João Luís Cunha informou ao Sindicato dos Servidores Públicos na semana passada que os representantes da categoria somente participarão das discussões e elaboração da reforma administrativa “no momento oportuno”. A resposta sucinta do chefe do executivo deixou a direção decepcionada.
Segundo a vice-presidente do Sindicato, Cleonice Aparecida Ludovique Callegari, no dia 12 de fevereiro foi pedido através de documento à participação de representantes do Sindicato na elaboração da reforma administrativa. O requerimento foi elaborado com base no ofício enviado à Câmara pelo executivo no dia 9 de fevereiro deste ano onde diz que “a Reforma Administrativa se encontra em fase avançada de andamento”.
“A participação do Sindicato nas discussões é de extrema importância, já que representamos mais de 900 servidores sindicalizados”, avalia Cleonice.
Disse também que o Sindicato não sabe quem está elaborando a tal reforma, se é que realmente ela está sendo feita. Para se fazer algo com responsabilidade, segundo ela, é necessário que se crie uma comissão para ajudar nas discussões dos trabalhos.
“A forma como nos respondeu nos decepcionou, pois entendemos que uma reforma tem que ter a participação, em todas as etapas, do executivo, mas também dos servidores. Pois qualquer alteração é de interesse direto dos funcionários. É bom sempre lembrar que administração de quatro em quatro anos muda, mas os servidores permanecem”.
Cleonice disse ainda que em outras reformas, de maneira democrática, foram criadas comissões com participação de servidores de diversas áreas, inclusive do Sindicato, para colaborar com a elaboração do projeto da reforma.
“O que não pode é o executivo entender que reforma administrativa é simplesmente adequar os níveis de cada cargo às contratações realizadas nos últimos meses.”
Para discutir essa e outras questões como, aplicabilidade, reajuste salarial e também o plano de carreira do funcionalismo, a direção sindical deverá marcar uma nova reunião com o prefeito nos próximos dias, será a segunda com o novo chefe do executivo.
No último encontro entre, o presidente do Sindicato Roberto Taujanskas Bittencourt, Betão, deixou com o prefeito cópia do parecer do Cepam favorável ao pagamento da aplicabilidade aos servidores. Ainda a favor da classe há o parecer da empresa contratada pelo ex-prefeito João Santurbano, no ano passado, reconhecendo a dívida e dando também parecer favorável à causa. Mesmo assim, o ex-prefeito preferiu não pagar os servidores, FALA SÉRIO. (Fala Sério: Informativo do Sindicato dos Servidores Públicos de S.J.do Rio Pardo)

Foliões aprovam carnaval do Dec

Tradisamba animou o público na Francisquinho Dias noite de domingo, 22

Apesar da dispersão das atividades carnavalescas, algo negativo, mas natural em São José do Rio Pardo, a festa de Momo organizada pelo Departamento de Esportes e Cultura (Dec) junto com a Secretaria de Turismo foi elogiada por muitos foliões. Destaque para o Carnaval Nostálgico no Coreto da Praça XV, animado pela Banda Anos Dourados, e também do desfile do Tradisamba que animou as noites de domingo, 22, e terça, 24,com os 150 integrantes e seus instrumentos.
O Carnaval do Tartarugão também teve elogios e um ótimo público em suas cinco noites. Com uma boa infra-estrutura – tendas, banheiros, segurança e praça de alimentação – o local se tornou uma boa opção para os foliões rio-pardenses. Se continuar investindo nas melhorias, provavelmente, em breve, Rio Pardo deixará de exportar foliões para cidades como São Sebastião da Grama, Caconde, Muzambinho e Monte Santo de Minas.
Quem passou nos finais de tarde na Praça XV de Novembro elogiou a iniciativa da Secretaria de Turismo e do Dec de se promover um carnaval nostálgico – marchinhas e frevo. A banda, afinadíssima e com som bem regulado, fez do local um ambiente agradável para a diversão das famílias. Pena que em alguns dias houve pouca adesão.

A Banda do Grelo
Uma das poucas iniciativas espontânea e independente do carnaval rio-pardense é a Banda do Grelo. Já tradicional e sempre aguardada, ela vem sofrendo vários problemas, o principal deles é a tentativa de burocratizar o bloco.
Ao invés de dar condições para que possa transitar pelas ruas da cidade, inclusive retirando os carros que ficam na Praça XV, no trajeto percorrido anualmente pela Banda, querem transferir a responsabilidade da segurança aos foliões. Algo impossível.
O que não pode ocorrer é a Praça ficar sem segurança. No domingo, por exemplo, em menos de 20 minutos, foram vistos três brigas: duas próximas da sede da AAR e outra próxima à sede do RPFC. Detalhe, não havia guardas nem soldados no local e nenhum dos envolvidos fazia parte da Banda. Resultado. Vários famílias que estavam no local, com criança, e pessoas idosas foram embora com medo da falta de segurança.

Dom Orani é o Novo Arcebispo do Rio de Janeiro


O arcebispo Dom Orani João Tempesta é rio-pardense

A Santa Sé informou nesta sexta-feira pela manhã que a arquidiocese do Rio de Janeiro tem um novo arcebispo. O escolhido do Papa foi Dom Orani João Tempesta, 58 anos, até o momento arcebispo de Belém (Pará, norte do Brasil). O jornal da Silva já tinha fechado sua última página, onde está impresso o texto que coloca Dom Orani entre os prováveis sucessores do cardeal Eusébio Oscar Scheid. Há notícias de que ele pode se tornar Cardeal ainda este ano.
O cardeal apresentou seu pedido de renúncia à Santa Sé, seguindo as normas do Direito Canônico, quando completou 75 anos, em dezembro de 2007. O cardeal Scheid estava à frente da arquidiocese do Rio de Janeiro desde 2001.
Ao dar a notícia aos fiéis na manhã de hoje, por meio da Rádio Catedral, Dom Eusébio afirmou que a posse do novo arcebispo deve acontecer no dia 19 de abril, 2º Domingo da Páscoa.
“Saúdo com alegria aquele que já é o novo arcebispo da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro: Dom Orani João Tempesta”, disse Dom Eusébio. 
Dom Orani nasceu no dia 23 de junho de 1950, em São José do Rio Pardo. É religioso da Ordem Cisterciense, onde foi ordenado sacerdote em 1974.
Quando o mosteiro de Nossa Senhora de São Bernardo, onde vivia, em sua cidade natal, foi elevado a Abadia, em 1996, Dom Orani foi eleito o primeiro abade, cargo que ocupou por menos de um ano, já que foi nomeado bispo de São José do Rio Preto já em 1997.
Sua nomeação para a arquidiocese de Belém, no norte do país, aconteceu em outubro de 2004.
O novo arcebispo do Rio de Janeiro é o atual presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação, Cultura e Comunicação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). É também membro dos Conselhos Permanente, Episcopal de Pastoral e Econômico da CNBB.
Na arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Orani terá a missão de pastorear os serviços das 252 paróquias da cidade, dividido em sete vicariatos territoriais, além dos movimentos leigos e novas comunidades.
O novo arcebispo contará com a colaboração de seis bispos auxiliares, entre os quais o secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.
Ainda nesta sexta-feira, Dom Orani viajou à arquidiocese do Rio de Janeiro. Ele traz consigo o lema episcopal «Ut Omnes Unum Sint» (Para que todos sejam um). 

Vítimas de enchente são removidas

Equipes e máquinas da Secretaria de Planejamento, Obras e Serviços da Prefeitura de São José do Rio Pardo demoliram as casas de três famílias, localizadas na avenida Maria Aparecida Salgado Braghetta (perimetral), próximo à Ponte Nova. As casas, que sempre sofreram em tempos de chuva, foram inundadas pela chuva de quarta-feira, 18. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que o local conhecido como favelinha, deverá ser reurbanizado. As famílias foram acomodadas em imóveis alugados pela Prefeitura, na Vila Maschietto e no bairro Domingos de Sylos. 
Barreirinho - A ponte do Barreirinho já está liberada para trânsito leve desde sábado passado, e a partir da próxima segunda-feira estará totalmente liberada. No local foram instaladas 8 aduelas de 2 metros de altura por 2,5 metros de largura, em substituição a uma linha de manilhas de 80 centímetros.

Estamos contribuindo para as enchentes?

De alguns anos para cá notamos mudanças em nosso clima rio-pardense. As temperaturas estão cada vez mais elevadas, o frio nunca chega (... algumas festas juninas estão até substituindo o quentão por cerveja GELADA...), a seca é prolongada e as chuvas são cada vez mais fortes!
Ocupação desordenada do solo, construções de casas à beira de rios, substituição de florestas naturais por plantios exagerados de algumas monoculturas (cana-de-açúcar, café etc.); ligações clandestinas de rede de esgoto em sistemas de coleta de água de chuva; impermeabilização de solos na cidade (asfaltamento) diminuindo a quantidade de água que poderia ser infiltrada; queimada excessiva; entre outros fatores estão contribuindo para esta “loucura no tempo”!
Tivemos uma amostra do poder da natureza, nesta quarta-feira de cinzas. Uma forte chuva veio trazer prejuízos à agricultura e a vários moradores que tiveram suas casas e estabelecimentos destruídos ou parcialmente danificados. Um transtorno para todo o município.
Embora muitos não tenham sido atingidos diretamente pelas inundações, precisamos estar cientes que também ficamos expostos aos prejuízos... Todos arcam com as conseqüências de uma enchente, desde a aplicação de recursos públicos para reparação, até uma possível contaminação por inúmeras doenças, como por exemplo: Leptospirose; Hepatites A e Cólera.
Sabemos que chuvas fortes podem ocorrer na natureza (são fenômenos naturais), mas graças a um “crescimento” não planejado, à falta de uma política ambiental aplicada, e à exploração irracional da natureza, essas chuvas ficam cada vez mais fortes e prejudiciais.
A culpa é da administração pública que não tem como prioridade a conservação e a preservação do meio ambiente. A culpa é também dos órgãos públicos que não fiscalizam adequadamente a exploração dos recursos naturais. A culpa também é NOSSA!
Temos contribuído para esse caos na natureza! É muito comum encontrarmos pessoas jogando lixo nas ruas, ou mesmo lojas “enfeitando” as calçadas com papel picado para atrair seus clientes. Mal sabem essas pessoas que após uma chuva, esses papéis (entre outros lixos) vão para os sistemas artificiais de escoamento projetados pelas prefeituras (bueiros e tubulações), os quais entopem e aceleram o processo de enchente. Este foi um dos fatores que contribuiu para a elevação do nível de água na perimetral. 
Precisamos mudar nosso comportamento e assumir a responsabilidade. Para isso, é vital o investimento em Educação Ambiental nas escolas e nas ruas. A solução deste problema de forma definitiva passa por uma melhoria de infra-estrutura e educação.

Filosofia na cabeça


CARLOS EUGÊNIO ALVESpsicólogo e filósofo

Todos os dias somos atacados pela televisão com programas, novelas e seriados que variam muito pouco seus conteúdos. As belas apresentadoras ensinam como se tornar mais belos e elegantes, mas não ensinam como se tornar uma pessoa crítica e especial. Enfim, a tecnologia chega à perfeição, produz hipnose e massa. Esperamos que em um futuro bem próximo, as pessoas façam novas interpretações e conquistem seu próprio mundo.
A sabedoria está no conhecimento de si mesmo, esta frase estava inscrita no Oráculo de Delfos ou Templo de Apolo. Ao comparar o pensamento consumista de nosso século, com o do grande filósofo Sócrates, que dizia: “penso que não ter necessidade é coisa divina e ter as menores necessidades possíveis é o que mais nos aproxima do divino”. 
Interpretar o mundo que se vive é a condição fundamental para a grande real transformação da sociedade.Será que precisamos ser ou ter mais? Somos essência ou apenas aparência? A resposta é sua.

Apologia ao ócio


MARCELO AUGUSTO DA SILVA 

A sociedade de consumo capitalista incutiu na mente de todos que o ideal, ou até mesmo o objetivo da vida é enriquecer, e se puder, muito. A falsa idéia de que nesse sistema de divisão social a qual fomos obrigados a fazer parte há uma mobilidade ascendente, ou seja, aquela onde o indivíduo pode mudar de uma classe social inferior para uma superior, faz com que muitos acabem partindo para outros meios de enriquecimento, uma vez que o trabalho enobrece, mas não garante ao trabalhador nada além do que o necessário para sobreviver.
O que resta então para alcançar o topo da pirâmide social de uma maneira fulminante é ganhar na loteria ou então no Big Brother, embora ambos só enriqueçam uns poucos; no caso das loterias um sortudo ou outro, além daqueles que a fraudam; no reality show seus idealizadores e anunciantes, além de um único vencedor, é claro.
Quanto à segunda opção ela é a mais apropriada, pois além de garantir a fama, aumenta, e muito, a conta bancária de uma maneira em que o mínimo esforço é demasiadamente muito. Essa é uma das melhores formas de enriquecer que vemos: passar os dias deitado em colchões espalhados pelo chão ou então dentro de uma piscina ou quem sabe relaxando numa cadeira de jardim, se preocupando exclusivamente com a vida alheia, fuxicos e com outros assuntos fúteis, sendo ainda assistido por milhares de pessoas. Tipinhos inúteis como esses, com corpos moldados da maneira que os padrões de beleza exigem e com uma pobreza espiritual de enormes proporções perpetuam esse modelo sórdido de ascensão social, esnobando daqueles que estão do outro lado da tela. De todos os dados contabilizados nesse programa alguns ficam esquecidos como o quanto a indústria cultural fatura, o retorno que a emissora recebe com os patrocinadores, como também o próprio resultado que os anunciantes conseguem nas vendas dos produtos divulgados no horário, sem contar as operadoras telefônicas e outras empresas do setor que ganham a cada ligação realizada por um brasileiro.
Em toda cena que se focaliza com precisão os “astros” desse programa, imediatamente penso naquele anônimo que deixa o seu lar antes do alvorecer com a marmita debaixo do braço, que pega várias conduções lotadas até chegar ao seu local de trabalho e lá vai passar por todos os tipos de testes e provas como suportar a sua fatigante função, o seu encarregado que mais parece uma reencarnação de um feitor, um patrão mesquinho, o calor sufocante do dia inteiro trabalhado, e a decepção ao conferir o holerite.
É dessa gente que é feita não só a nossa nação, mas todas as existentes no mundo, e dessa maneira vivem e morrem sem nunca serem lembrados, não importando que o seu esforço é a força que movimenta países inteiros e garante o luxo da minoria que compõe a mais alta camada social. Para essas pessoas um momento mínimo sequer de ócio lhe faria um bem incalculável, mesmo que não viesse acompanhado de um prêmio milionário.

A quaresma dos bons tempos


MARCO ANTÔNIO SOARES DE OLIVEIRA - É jornalista e escritor e reside na cidade de alfenas (MG)

Nos bons tempos em que se amarrava cachorro na lingüiça, a quaresma era bem respeitada. Em noites de lua sentávamos no portão de Dona Sofia e ela desfilava histórias fantásticas em que nós crianças, empolgados, de ouvidos atentos, não deixávamos escapar com a atenção toda presa nos mínimos detalhes. Recolhíamos ao leito e nossos ouvidos não desgrudavam do que ocorria na rua em frente à nossa casa. Na nossa imaginação infantil mulas sem cabeças trotavam e relinchavam em nossas calçadas. Lobisomens vociferavam fogos e vampiros transitavam sobre nossas cabeças. Hoje penso nesse mundo pueril, que nos faziam sonhar e procurar o prazer no arrepio do medo frente ao inimaginável. Dona Sofia era a responsável pelo delírio de nossa fantasia. No final da quaresma a semana santa nos transformava em místicos. Logo, no Domingo de Ramos, uma atmosfera religiosa envolvia toda a cidade, fazendo com que as tardes ficassem ainda mais longas e mais tristes. Não se ouvia nem um pio de passarinho, tudo era mágico e encantado. O cinema fechava suas portas, suspendendo os filmes de Tarzan e de Batman. Nas igrejas, os altares eram cobertos com panos roxos ou pretos e as flores eram retiradas dos jarros de prata. Na quinta-feira, era celebrada a Missa de Páscoa e à tardinha tinha lugar à cerimônia do lava-pés. As mães faziam sempre questão para que os filhos participassem da cerimônia. Os meninos tinham que tomar um banho bem tomado, botar perfume nos pés para que não houvesse nem um cheirinho de chulé. Na sexta-feira a imagem do Senhor Morto ficava exposta à veneração dos fiéis. As “matracas” levadas pelos garotos invadiam as ruas anunciando que o fim do Salvador estava próximo. Às quinze horas, a Via Sacra. Logo em seguida, era realizada a Procissão do Senhor Morto, cujo esquife era conduzido pelas autoridades locais. Nós, crianças, aproveitávamos as ceras das velas, amarrávamos num barbante e durante toda a procissão dávamos coques nas pessoas da frente. Era uma travessura inocente. Depois de percorrer todas as ruas da cidade, o Cristo Morto ficava em exposição na Igreja, para ser beijado por homens, mulheres e crianças, quando depositavam a seus pés plantas aromáticas.
A festa para nós começava mesmo na madrugada de sexta para o sábado com a queimação do Judas, boneco feito com roupas velhas, contendo bombas que explodiam queimando. Era hábito o roubo do Judas por pessoas de outra rua, e para protegê-lo era bem vigiado até a hora de ser queimado. No sábado, às oito horas, era rezada a missa da Aleluia. Respirávamos aliviados daquela tensão contida para festejarmos e procurar o ovo da Páscoa escondida no quintal.Antigamente, não se comia carne durante toda a semana santa. Depois, com a evolução dos costumes, é que a Igreja liberou os dias de abstinência e jejum. As crendices nesse tempo avultavam e uma série de coisas eram considerada pecaminosas. Exemplos: olhar-se ao espelho, usar rouge, batom e qualquer perfume, por serem sinais de vaidade; tomar banho vendo o próprio corpo nu, pecado por pensamentos; manter relações sexuais durante a semana santa era o maior de todos os pecados. O homem que assim procedesse, ficaria impotente para o resto da vida e a mulher incapacitada de gerar filhos.
Os fiéis cumpriam naquela época, religiosamente todas essas regras. Hoje o mundo mudou para pior, ou melhor, e essas tradições não são tão respeitadas pela maioria dos cristãos. É o que aconteceu com uma galeria de arte em Nova York, no ano passado, que iria apresentar uma escultura em tamanho original de Jesus Cristo, nu, feita de chocolate. A escultura “Meu Doce Senhor”, de Cosimo Cavallaro, deveria ser exibida diariamente durante duas horas, na semana santa, em uma janela de vidro da galeria que poderia ser vista a partir da rua. Porém a Liga Católica para Direitos Religiosos e Civis pediu o boicote do hotel Roger Smith, que gerencia também a galeria de arte e a exibição foi cancelada. Assim gira o mundo e os costumes são outros. Mas o respeito é necessário para todas as religiões e as boas tradições devem ser conservadas. Na cidade de Goiás mesmo existe uma tradição há 260 anos: a Procissão do Fogaréu, única nesse estilo realizada no Brasil. Simboliza a busca e prisão de Cristo. Dela participam personagens encapuzados, denominados Farricocas, que seriam penitentes e mantenedores da ordem. A procissão da sexta-feira santa é realizada anualmente com a iluminação pública apagada e ao som de tambores. A escuridão, as tochas, a rapidez e os encapuzados, criam um clima medieval assustador e excitante de beleza impar. Guardemos então, as tradições puras em que o consumismo capitalista ainda não interferiu.

Prato do Dia: Filé de Tucunaré a milanesa com molho de manga




ODAIR CORSINI

odaircorsini@ig.com.br





Ingredientes
02 kg Filé de Tucunaré
200 g Farinha de trigo
200 g Farinha de rosca
03 Ovos batidos
Sal e pimenta branca a gosto

Molho de manga
100 g manteiga
1/2 colher (sopa) de farinha de trigo
½ de leite gelado
06 mangas grandes descascadas em pequenos cubos
Sal e pimenta branca à vontade
01 caixinha de creme de leite.

Modo de preparar o peixe
Tempere o peixe com sal e pimenta branca
Passe na farinha de trigo, no ovo e na farinha de rosca
Frite.

Molho
Coloque a manteiga numa panela e leve ao fogo
Derreta e junte a farinha de trigo - mexer bem.
Adiciona o leite e mexa bem. Junte as mangas, sal, pimenta branca e deixe cozinhar até começar a desmanchar. Jogue o creme de leite, deixe engrossar e sirva junto do filé de peixe.

Concursos: Detran, IBGE e São João têm vagas

Detran abre 17 vagas para região
O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) publicou, no Diário Oficial desta sexta (20), o edital de abertura do concurso que prevê a contratação de 1.733 oficiais administrativos. Na capital serão oferecidos 159 postos e o restante está distribuído entre 61 municípios do interior do estado. Para se candidatar a uma das vagas os candidatos devem ter concluído o ensino médio. A remuneração inicial é de R$ 685. Vagas: Delegacia Seccional Ribeirão Preto 62; Delegacia Seccional de Polícia de São Carlos 29; Delegacia Seccional de Polícia de São João da Boa Vista 17.
As inscrições estarão abertas até às 16h do dia 6 de março e devem ser realizadas no site www.nossacaixa.com.br. O valor da taxa de participação é de R$ 34,87. O concurso será composto por prova objetiva contendo questões sobre língua portuguesa, legislação aplicada, atualidades e noções de informática, além de teste de digitação.

IBGE oferece 219
Estarão abertas de 2 à 13 de março, inscrições para Processo Seletivo Simplificado do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O concurso oferece 219 vagas para os cargos de Agente Censitário Municipal (04), Agente Censitário Supervisor (25) e Recenseador (190). As inscrições poderão ser realizadas no endereço www.cesgranrio.org.br. As provas serão realizadas em Rio Claro e têm data inicialmente previstas para 5 de abril de 2009, com duração de 4 horas, de 13h às 17h. O prazo de validade do Processo Seletivo será de 2 anos. A exigência para o concurso publico é de nível Médio e Superior, aos aprovados a remuneração inicial é de R$ 900,00 a R$ 1.150,00. As taxas são: R$ 14 e R$ 22.

São João da Boa Vista realiza concurso público

A Prefeitura de São João da Boa Vista, São Paulo, abre inscrições para concurso público destinado ao provimento de vagas para o cargo de Auxiliar de Serviços Gerais. A remuneração é de até R$ 695,93.
As inscrições serão recebidas no período de 16 de fevereiro à 06 de março de 2009, exceto sábado, domingo e feriado, das 9 às 15 horas no UNIFAE/IPEFAE, no Largo Engenheiro Paulo de Almeida Sandeville, número 15, Bairro Santo André. Não serão aceitas inscrições por via postal, internet, fac-símile, condicional e/ou extemporânea.
As provas serão realizadas no dia 15 de março de 2009, às 8:30 horas no UNIFAE, sito no Largo Engenheiro Paulo de Almeida Sandeville, nº 15 - Bairro Santo André em São João da Boa Vista. O prazo de validade do Concurso Público de São João da Boa Vista será de 02 (dois) anos, contados a partir da data de sua homologação, podendo ser prorrogado por igual período segundo interesse da Administração.