NOTAS E FATOS por Miguel Paião


Miguel Paião
miguelpaiao@ibest.com.br

Uma vergonha
Não tive tempo para conversar com nenhum morador ou moradora da rua dos Expedicionários, na Vila Pereira, mas posso imaginar o que eles estão passando com o caos que se transformou o trecho entre a rua Tarquínio Cobra Olyntho e a rua Saturnino Barbosa. Um verdadeiro descaso. Quase quatro meses de bagunça total. É só terra, paralelepípedos e buracos.

E por falar em bagunça
Por que será que os dois trechos da SP-350, entre São José e Tapiratiba, não ficam prontos nunca. Nos pontos – um próximo ao aterro Sanitário e o outro, próximo à fazenda Graminha – apenas uma das pistas está liberada para a passagem de veículo. O que o DER gastou e está gastando com funcionários no local já daria para fazer e refazer a obra – que não parece tão grandiosa assim. Mais sintoma de descaso, afinal o problema persiste a mais de um ano.

Olha as eleições
E você leitor, já lhe ofereceram uma cesta básica este ano, já quiseram lhe pagar alguma rodada de cerveja ou um churrasquim. Já lhe ofereceram algum cargo... Se você ainda não foi contemplado pela ação cara de pau de alguns políticos, pode ter certeza que ainda irão lhe oferecer. Cabe a você dizer não. Que você não está à venda.

SAÚDE

As emoções que engordam

Thereza C. Giorgi e Cristina C. Fonseca - psicólogas

O tema da obesidade tem sido amplamente discutido e divulgado.
Numa sociedade de consumo que estimula, por um lado, a beleza, o corpo perfeito, a saúde plena, a qualidade de vida e por outro vende indiscriminadamente, através da mídia, produtos alimentares e o consumo desenfreado de tudo, cria no homem a necessidade de ter e ser.
Que mundo louco é esse em que vivemos? Se pararmos para analisar, podemos entender quão contraditório e conflitivo ele é, senão entramos num ciclo vicioso sem perceber que fomos dominados e somos controlados pelo consumo.
Nessa vida cosmopolita a correria contra o tempo, trânsito, afazeres, por si só já geram estresse e ansiedade. Uma pessoa inserida neste contexto e com uma doença como a da obesidade sente os danos muito mais intensamente do que aquelas que possuem um corpo mais saudável. O que fazer com o desejo de comer, com a compulsão, sem que isto leve a um aumento nocivo do peso?
A compulsão seja ela qual for, individualmente pode ser entendida como um descontrole sobre o desejo e coletivamente, como um sintoma que expressa as conseqüências negativas do consumismo desenfreado. A grande questão é que esse consumismo agrega muitos valores, entre eles, o sonho de ser bem sucedido, valorizado, membro ativo da sociedade e a sensação de poder que o ter garante.
A própria mídia divulga vários tratamentos para a cura da obesidade. Muitos obesos alegam que já tentaram diversos, mas que não obtiveram bons resultados a longo prazo.
A questão do emagrecer, na medicina, está associada à saúde. Normalmente, a pessoa com excesso de peso busca emagrecer para não se sentir marginalizada. Com isso acaba iniciando um caminho, muitas vezes, exaustivo e frustrante. Faz acompanhamento médico e nutricional, mas não consegue segui-los a risca. Nesse caso o problema então seria o de não ter força de vontade ou de não se comprometer com o tratamento?
O conflito gerado pela oposição do ter acesso a tudo e ao mesmo tempo não poder ingerir aquilo que lhe parece prazeroso, com o intuito de obter uma vida mais saudável, já é um fator altamente determinante no fracasso do tratamento, pois gera ansiedade e estresse. Isso sem considerar que cada indivíduo tem sua própria história e que a comida, desde o seu nascimento, esteve associada aos afetos. Uma criança que com grande freqüência recebe comida, ao chorar, não aprende a discriminar seus sentimentos e na vida adulta, cada vez que sentir ansiedade, medo, frustração, excitação e etc, vai buscar no alimento o conforto para suas turbulências emocionais. Isso gera um ciclo vicioso, pois não resolve o problema.
Logo, é importante considerar todos os aspectos que envolvem a obesidade, como genéticos, ambientais e psicológicos.
Sem a compreensão do macro e do micro na questão da obesidade, cada vez mais pessoas estarão doentes. Para isso é preciso pensar, refletir e se permitir buscar o autoconhecimento.

CINEMA


Juno não ganhou Oscar de melhor filme, mas cativou público

Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com

O delicioso filme "Juno" pode ser classificado entre o drama e o humor negro. Conta a história de Juno MacGuff (interpretado pela atriz canadense Ellen Page) que é uma jovem de 16 anos que acidentalmente engravidou depois de transar uma única vez com um de seus melhores amigos.
A menina se vê com um problema sério: como ter um filho na adolescência? A primeira solução a ser pensada e logo acaba descartada, é um aborto. Junto com a amiga Leah e o apoio de seus pais, ela passa a procurar em jornais um casal a quem possa entregar o bebê assim que ele nascer. É assim que conhece Vanessa e Mark, um casal com boas condições financeiras e dispostos a adotar o bebê.
História interessante para todas as idades, principalmente para os jovens. Aborda temas polêmicos como aborto, adoção, relacionamento familiar, escolar e social. Assuntos que nunca se esgotam.
É um complexo de situações sensíveis, com uma grande direção, bela fotografia, interessante trilha sonora e atuações excelentes (reparem na protagonista). Esse foi mais um caso surpreendente de Hollywood: um filme de baixíssimo orçamento, considerado "independente", que surpreende e agrada.
Roteiro excelente, só peca pelos efeitos e a qualidade de imagem que não surpreendem (mas também não prejudicam). Apesar de não ser um tema inédito, muito pelo contrário, a história se difere com seu desenrolar bastante original.
Algumas curiosidades: Ellen Page foi quem escolheu as músicas de sua personagem (destaque para Kimya Dawson e The Moldy Peaches). O famoso telefone de hamburger visto em cena pertence à roteirista do filme, que emprestou para as gravações. Esse foi o 1º filme lançado pela Fox Searchlight Pictures a ultrapassar a marca de US$ 100 milhões arrecadados nas bilheterias dos Estados Unidos (o orçamento do longa foi de US$ 7,5 milhões). Juno ganhou o Oscar de Melhor Roteiro, escrito pela ex-stripper Diablo Cody.
Pode-se dizer que a beleza do filme está na forma com que foca as emoções; não busca ajuda no sentimentalismo. Os silêncios são mais cativantes do que as palavras.

CONCURSOS

Abertas 234 vagas para Fiscais do DER em Minas

O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas – DER (MG) oferece 234 vagas aos cargos de Fiscal de Transportes e Obras Rodoviários e Fiscal Assistente de Transportes e Obras Rodoviários, que exigem níveis superior e médio, respectivamente. Salário de R$ 824,00 a R$ 1.290,76.
As inscrições serão recebidas de 24 de março a 11 de abril, elas poderão ser feitas via internet, através do site www.nce.ufrj.br/concursos, até o dia 17 de abril. Taxa de participação de R$ 37 a R$ 53. As informações relativas à prova serão publicadas posteriormente pela organizadora do concurso.

CARTA DO LEITOR

Felizmente ainda há pessoas querendo melhorar a cidade, se preocupando e querendo achar uma saída para os inúmeros problemas que pairam sobre o município. Foi o que fez o leitor Jefferson. Cansado de ver a bagunça do entroncamento próximo a Faculdade de Educação Física – avenida Perimetral, Dr. João Gabriel Ribeiro, avenida Euclides da Cunha, rua Quintino Bocaiúva, rua Major José Otaviano Machado –, ele resolveu dar uma de engenheiro e fez um esboço mostrando como o cruzamento poderia ficar menos complicado se houvesse uma rotatória no local. Se a idéia de Jefferson é a melhor solução para o problema, isso nem ele nem os editores deste tablóide sabem – mas vale ressaltar a preocupação do leitor.
Da redação – sabemos que a prefeitura já tem um projeto para solucionar o problema naquele trecho.

“Pensando no ‘salve-se quem puder’ no cruzamento da avenida Perimetral com avenida Euclides da Cunha e adjacências, desenhei uma sugestão de trevo para melhorar a segurança dos pedestres e motoristas que passam pelo local”.

AGRICULTURA

DIPAM deve ser entregue até dia 31

Os produtores rurais que ainda não apresentaram a Declaração de Participação do Município - Dipam -, referente ao exercício de 2007, têm até o dia 31 de março para efetuar a entrega. A Dipam é calculada a partir dos talões de notas fiscais dos produtores e é um dos componentes do índice de participação do município para efeitos da arrecadação de ICMS. O índice leva em conta também fatores como população, área de reserva florestal, áreas inundadas por hidrelétricas, arrecadação própria, entre outros.

ESPORTE

Taça São José começa dia 09

A Taça São José de Futebol (“Troféu Dr. Sérgio Ribeiro”) terá início neste domingo, dia 9, com quatro partidas - duas de titulares (primeira divisão) e duas de aspirantes (segunda divisão). O Taça São José, também conhecida como Campeonato Municipal é organizado anualmente, há décadas, pela Liga Riopardense de Futebol (LRF), que nos últimos anos vem recebendo apoio do Departamento de Esportes e Cultura (DEC)que auxilia em grande parte do custeio das despesas com arbitragem de todo o certame.
A competição será disputada em duas divisões. Grêmio Nestlé, Bonsucesso, Botafogo, Vasco e Bar Rodão se enfrentarão no campeonato da 1.ª divisão, enquanto que Ponte Preta, Brasão, Cruzeirinho, Sinovo e Rioplastic disputarão a 2.ª divisão. “Acontecerão jogos somente aos domingos à tarde, entre aspirantes e titulares, com os times se enfrentando em turno e returno dentro de suas divisões, classificando-se os dois primeiros colocados para as finais”, disse Nelson Leandro Capiteli, atual presidente da LRF.

VAGAS

Câmara rejeita requerimento de urgência do prefeito

O prefeito João Santurbano enviou para a sessão da Câmara do último dia 26, o projeto de lei n° 13, de 26 de fevereiro de 2008, criando vagas em diversos cargos da Prefeitura, requerendo aos vereadores que apreciassem o processo em regime de urgência. Despachado para a Ordem do Dia, o requerimento de urgência foi rejeitado por unanimidade, impedindo que o projeto fosse apreciado nessa sessão. Assim, o documento entra em tramitação ordinária (ou pode ser apreciado extraordinariamente, desde que os vereadores aprovem novo pedido de urgência).
O projeto propõe a criação de duas vagas no cargo de Psicólogo – Promoção Social; duas em Assistente Social – Promoção Social; duas em Nutricionista; uma em Fisioterapeuta, e duas em Carpinteiro. Segundo mensagem do prefeito, anexa ao projeto, “há a necessidade de adequar o número de cargos à demanda do serviço, visando prestar melhor atendimento à população”.

FESTIVAL

Viola de Todos os Cantos: inscrições abertas

As inscrições para a 6ª edição do Festival Viola de Todos os Cantos já podem ser feitas. Os interessados podem pegar a ficha de inscrição pelo site da EPTV, no endereço eletrônico, www.eptv.com, e entregar nas sedes da emissora, em Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos e Varginha (veja endereços abaixo). Junto com a ficha, os músicos devem enviar também uma cópia da letra e um CD ou fita cassete com a música. O material deve ser entregue até o dia 25 de março.
Isso pode ser feito pelos Correios ou diretamente na EPTV. A comissão organizadora espera mais de 2 mil inscrições de todo o país.

Confira os endereços das emissoras da EPTV:
Campinas - Rua Regina Nogueira, 120, Jardim São Gabriel - CEP: 13.045-900 - Campinas SP;
Ribeirão Preto - Rua Javari, 3099 - CEP: 14.060-640 - Ribeirão Preto-SP;
São Carlos - Rua Mário Luchesi, 45 - CEP: 13.570-380 - São Carlos-SP;
Varginha - Rua Professora Helena Reis, 81 - CEP: 37.006-030 - Varginha-MG.

MOMENTO ESPÍRITA - Grupo espírita Hilário Silva

Tempo de amolar o machado

Conta-se que um jovem lenhador ficara impressionado com a eficácia e rapidez com que um velho e experiente lenhador da região onde morava, cortava e empilhava madeiras das árvores que cortava.
O jovem o admirava, e o seu desejo permanente era de, um dia, tornar-se tão bom, senão melhor, que aquele homem, no ofício de cortar madeira.
Certo dia, o rapaz resolveu procurar o velho lenhador, no propósito de aprender com quem mais sabia. Enfim, ele poderia tornar-se o melhor lenhador que aquela cidade já tinha ouvido falar. Passados apenas alguns dias daquele aprendizado, o jovem resolvera que já sabia tudo, e que aquele senhor não era tão bom assim quanto falavam. Impetuoso, afrontou o velho lenhador, desafiando-o para uma disputa: em um dia de trabalho, quem cortaria mais árvores. O experiente lenhador aceitou, sabendo que seria uma oportunidade para dar uma lição ao jovem arrogante. Lá se foram os dois decidir quem seria o melhor. De um lado, o jovem, forte, robusto e incansável, mantinha-se firme, cortando as suas árvores sem parar. Do outro, o velho lenhador, desenvolvendo o seu trabalho, silencioso, tranqüilo, também firme e sem demonstrar nenhum cansaço. Num dado momento, o jovem olhou para trás a fim de ver como estava o velho lenhador, e qual não foi a sua surpresa, ao vê-lo sentado.
O jovem sorriu e pensou: Além de velho e cansado, está ficando tolo. Por acaso não sabe ele que estamos numa disputa?
Assim, ele prosseguiu cortando lenha sem parar, sem descansar um minuto. Ao final do tempo estabelecido, encontraram-se os dois, e os representantes da comissão julgadora foram efetuar a contagem e medição.
Para a admiração de todos, foi constatado que o velho havia cortado quase duas vezes mais árvores que o jovem desafiante.
Este, espantado e irritado, ao mesmo tempo, indagou-lhe qual o segredo para cortar tantas árvores, se, uma ou duas vezes que parara para olhar, o vira sentado e tranqüilo. Ele, ao contrário, não havia parado ou descansado nenhuma
vez. O velho, sabiamente, lhe respondeu: Todas as vezes que você me via assentado, eu não estava simplesmente parado, descansando. Eu estava amolando o meu machado!
Reflitamos sobre o ensino trazido pelo conto. Obviamente, com um machado mais afiado, o poder de corte do velho lenhador era muito superior ao do jovem. Este, embora mais vigoroso na força, certamente não percebeu que, com o tempo, seu machado perdia o fio, e com isso perdia a eficácia.
Quando chegamos em determinadas épocas de nossas vidas, como
o fim de mais um ano de trabalho, de esforço, de empreendimento, esta lição pode ser muito bem aplicada.
É tempo de amolar o machado! Embora achemos que não possamos parar, que tempo é dinheiro, que vamos ficar para trás, perceberemos, na prática, que se não pararmos para amolar o machado, de tempos em tempos, não conseguiremos êxito. Amolar o machado não é apenas descansar o corpo, é também refletir, avaliar, limpar a mente e reorganizar o nosso íntimo. Amolar o machado é raciocinar, usar da inteligência para descobrir se estamos usando nossas forças da melhor forma possível. Assim, guardemos algum tempo para essas práticas realmente necessárias, e veremos, mais tarde, que nosso machado poderá efetuar o seu trabalho com muito mais eficiência.

SOCIAIS

Câmara presta homenagem aos 80 anos da Congregação Nossa Senhora do Monte Calvário no Brasil


Ano V - Edição 60 - São José do Rio Pardo - SP - 01 de março de 2008


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TERAPIA

Promoção Social realiza programa de humanização




Rotary – participantes durante as atividades que incluem exercícios corporais de expressão e relaxamento

A Secretaria Municipal da Promoção Social está proporcionando encontro entre profissionais de saúde e de assistência social como parte de um programa de humanização dos funcionários, por meio de vivências terapêuticas. Participam das atividades 42 profissionais dos setores de saúde (Saúde da Mulher, PSF, Saúde Mental) e da Secretaria de Promoção Social.
O programa está sob coordenação do professor doutor Adalberto de Paula Barreto, criador da terapia comunitária, com a equipe do Pólo Formador de Terapia Comunitária de Araraquara, as psicólogas Josefa Emília Lopes Ruiz e Taísa Borges de Souza, pela fonoaudióloga Morgana Murcia Ortega e pela assistente social Mari Elaine Leonel Teixeira.
“O objetivo do programa é cuidar das pessoas que cuidam de outras pessoas”, diz a secretária municipal de Promoção Social Rosângela Tinti Lopes, explicando que o programa procura trabalhar a auto-estima, o auto conhecimento dos participantes, para combater problemas como ansiedade, estresse, insegurança. “A idéia é fortalecer o profissional como ser humano, o que vai se refletir também no atendimento aos usuários” comenta.
Nas atividades os participantes são motivados a dialogar sobre seus próprios problemas e trocam experiências, através de vivências dinâmicas que incluem exercícios corporais de expressão e relaxamento.
Conforme lembra a secretária de Promoção Social, o coordenador dos trabalhos tem renome nacional e internacional na área da terapia comunitária. Há 20 anos, Adalberto de Paula Barreto criou um projeto de Terapia Comunitária para comunidades carentes do Ceará. “Ele é coordenador do Projeto Quatro Varas, em Fortaleza, onde privilegia a experiência coletiva, a valorização da cultura de cada indivíduo, a experiência do outro, além de valorizar as redes sociais, respeitando e valorizando a diversidade cultural e acadêmica”, explica.
Na tarde do dia 22, populares que integram os núcleos de Terapia Comunitária em bairros da cidade participaram do encontro junto com os profissionais da Promoção Social e da área de Saúde.
O projeto de Terapia Comunitária criado por Barreto foi aprovado pelo Ministério da Saúde como política de prevenção à saúde mental.
Em São José do Rio Pardo, a Secretaria de Promoção Social realiza atividades dentro dessa temática em núcleos no Vale do Redentor, Carlos Cassucci e na própria Promoção Social, através das terapeutas Rosângela Tinti e Fabiana Andreazzi.
Mais informações sobre dos programas de Terapia Comunitária desenvolvidos pela Promoção Social podem ser obtidas através dos telefones (19) 3608-3049 e 3681-5606.

Problema do funcionamento do Cine Colombo continua


Se não houver nenhum comprador, o Cine Colombo poderá fechar as portas

O Cine Colombo ainda continua na iminência de ser fechado, até o momento não se teve nenhuma informação que possa dar garantias que a sala continue funcionando.
Na segunda-feira, dia 25, a direção do Centro Cultural Ítalo Brasileiro (CCIB), informou que no dia nove de março, o Conselho do CCIB estará reunido e aproveitará para discutir, dentre outras coisas, uma alternativa para o cinema.
No início de fevereiro, o empresário Márcio de Lima, diretor da Empresa São Luiz de Cinemas, dona do Cine Colombo, esteve reunido com autoridades, membros do CCIB e da sociedade para informar que a intenção do grupo é encerrar os trabalhos em São José do Rio Pardo até o final de março. Disse que nos últimos anos caiu a freqüência de espectadores na sala local e em 2007, a empresa teve prejuízo, “entre oito a R$ 10 mil por mês”.
De acordo com as informações do diretor, a intenção do grupo, cujo proprietário é o empresário Eli Jorge Lins de Lima, é de vender o cinema para algum grupo interessado, por R$ 150 mil. Pertencem à empresa o projetor avaliado em R$ 80 mil, 200 poltronas, avaliadas em R$ 40 mil, ar condicionado, sistema de som e o bomboniere. Se não aparecerem interessados, todo o equipamento será levado para outras salas em cidades maiores. O prédio pertence ao Centro Cultural, que investiu mais de R$ 300 mil para modernizar a sala.
Durante a reunião de fevereiro houve várias sugestões, inclusive do Centro Cultural assumir a sala com apoio da prefeitura, transformando o local em um espaço de promoção de eventos e cultural do município. Mas, de lá para cá, ninguém mais se manifestou no sentido de querer assumir o cinema.
De acordo com a direção, a princípio, o CCIB não tem condições de assumir o funcionamento do cinema, e não se chegou a nenhuma conclusão do que irá se fazer com o local caso ele realmente seja desativado. No entanto, essa decisão terá que ser discutida com os membros do Conselho.
Para a direção é lamentável que as coisas tenham chegado a esse ponto, o Centro Cultural empenhou para reformar o prédio há cerca de cinco anos, deixando-o mais adequado para a instalação do cinema e também da mudança de hábito da sociedade. O público diminuiu e ninguém quer deixar a comodidade de casa para ir ao cinema.

DIA DO ESPORTISTA

Câmara entrega o Diploma de Mérito a 15 esportistas

A Câmara recebeu na noite de terça–feira, às 20 horas, homenageados, familiares e convidados especiais para a comemoração do Dia do Esportista, em solenidade que antecedeu a sessão ordinária.
Foram agraciados: Caio Andreoli Fornari; o dirigente de handebol Mário Frederico da Silva; o nadador Matheus Henrique da Silva Saloti; o ciclista Rubens Donizeti Valeriano; o dirigente de futebol Alceu Onofre dos Reis; a especialista em maratonas aquáticas Clarissa Navarro Ferreira; a nadadora e jogadora de vôlei Mariane Zani Minussi; o radialista e incentivador esportivo Paulo Sergio Rodrigues; o dirigente de futebol Hélio Escudero; o canoísta Diego Francisco Siqueira; o dirigente de futebol de salão Carlos Henrique Rodrigues; o dirigente de futebol Carlos Eduardo Marsula Domingos; o jogador de futebol Gilberto Silva; o piloto de motocross Rodrigo Dias de Siqueira; a nadadora e jogadora de basquete Marília Zani Minussi.
Dirigindo–se aos homenageados, o presidente Gumieri lembrou que esse evento (homenagear esportistas) começou em 2003, através de resolução do então presidente vereador Paulo Sergio Rodrigues, e que a Câmara se orgulhava “de destacar na privilegiada história rio–pardense cada um dos esportistas presentes pelo que desempenhou ou tem desempenhado no cenário esportivo”, quer como praticantes, organizadores ou incentivadores. (F.T. – assessoria de imprensa da Câmara Municipal)

POLÍTICA

Câmara mantém vetos do prefeito

A Câmara apreciou na terça, 26, dois vetos do prefeito a projetos iniciados pelo próprio Legislativo, no final do ano passado: um, referente à FEUC, quanto a cumulação de cargos, e outro, sobre concessão de abono aos servidores da própria Câmara.
Os dois projetos haviam sido aprovados por unanimidade pela Câmara, em novembro e dezembro de 2007, e foram encaminhados ao prefeito Santurbano para sanção e promulgação: o da FEUC, de autoria do vereador Luiz Paulo Cobra Monteiro, que pretendia regulamentar a cumulação de funções de direção de fucionários da FEUC, e o da Câmara, de autoria do vereador presidente Caco Gumieri, que concedia abono em janeiro aos seus servidores. O prefeito, não concordando com as iniciativas, vetou os dois, anexando parecer jurídico de sua assessoria, e os encaminhou à Câmara para deliberação.
Desta vez, os projetos tiveram outro rumo, pois foram rejeitados a partir da manutenção dos vetos do prefeito: o da FEUC, por 6x3, e o do abono, por 9x0. (F.T. – assessoria de imprensa da Câmara Municipal)