Acusados da morte de comerciante já estão presos

Encontram-se presos na Cadeia Pública de São José do Rio Pardo os quatro suspeitos de terem participado da morte do comerciante Wilson Furlan, de 54 anos, no início da noite do dia 4 em uma mercearia localizada na Praça São Cristóvão, na Vila Brasil. Eles foram presos pela Polícia Civil (PC)na chácara Belmonte, estrada do antigo matadouro, na tarde desta segunda-feira, 13. Eles são conhecidos como Blindado, Fumaça, Cocão e Mineirinho.
Para o delegado Benedito Antônio Noronha Junior, não há dúvidas de que eles tenham sido os autores do crime.
Noronha tem 30 dias para concluir o inquérito, com possibilidade de prorrogar por mais 30, caso seja necessário. Os acusados estão com prisão temporária decretada. Três deles já possuem passagem pela polícia, dois por crimes hediondos. Segundo as apurações da PC, antes de cometerem o crime os autores estiveram reunidos no Novo Bar, na Avenida Brasil, de onde saíram com um Opala até a Praça São Cristóvão. Passaram pelo estabelecimento e pararam o veículo nas proximidades, onde desceram três deles. Um ficou de “olheiro”, enquanto os dois, fazendo das camisetas um capuz, se deslocaram até a mercearia. O motorista do Opala não permaneceu no local.
Na mercearia, os dois bandidos chegaram gritando que era um assalto e que era para que todos fossem para o interior do estabelecimento. Estava na porta do estabelecimento a vítima, a sua filha e seu genro e uma criança filha do casal.
Nisso, Wilson reagiu tentando segurar o braço do assaltante que estava com a arma. Descontrolado, o bandido acabou puxando o gatilho e a bala atingiu a boca da vítima vindo a perfurar a artéria de Furlan, que não resistiu. Nenhuma mercadoria foi levada do local.
O delegado explicou que a polícia chegou até os acusados após o depoimento da filha da vítima que viu, momentos antes da ação dos bandidos, quando um Opala, com quatro homens dentro, em atitudes suspeitas passaram próximos a mercearia. Disse que achou estranho quando o passageiro virou o rosto para não ser visto.
“De posse das informações do veículo, mas a descrição do porte físico dos envolvidos, os investigadores conseguiram chegar até a chácara Belmonte.”
Ainda segundo Noronha, a polícia já sabe quem dirigia o carro e quem fez o disparo. “Ainda estão faltando alguns detalhes que estamos esperando juntar para terminar o inquérito. Ainda não encontramos a arma do crime, por exemplo, e também nos próximos dias iremos fazer a reconstituição do crime”.

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