Agricultura: Clima favorece lavouras da região
Esportes: Liga de Futebol prepara Campeonato Regional Feminino
No dia 9 de abril a Liga estará realizando uma reunião com os times interessados para a discussão da tabela de jogos e também do regulamento. A reunião será na Câmara Municipal com início às 19h. A direção pede que os interessados confirmem presença até o dia 8 na secretaria da Liga, localizada na avenida Eduardo Vicente Nasser, 894, ou pelo telefone 3608 84 17.
Prefeituras assinam acordos com a CDHU para construir 3,2 mil moradias
Ao todo, o Estado vai repassar R$ 34,2 milhões por meio desses convênios para a execução da terraplenagem, infra-estrutura e edificação. As prefeituras, em contrapartida, doaram os terrenos à CDHU, administrarão as obras e promoverão projetos sociais que devem começar desde a fase de construção até a pós-ocupação dos conjuntos. No mesmo eveanto, outros nove municípios assinaram Protocolos de Intenções para 1.853 moradias. Nesses casos, as prefeituras já indicaram os terrenos, que estão em análise pela área técnica da CDHU. Os convênios serão assinados após a conclusão do processo. Os empreendimentos construídos pelo Programa serão destinados tanto à população em geral dos municípios, desde que se enquadrem nos critérios da CDHU, além de famílias que moram em áreas de risco.
Programa de Parceria com Municípios - O PPM define novas atribuições para os governos estadual e municipal e apresenta uma série de inovações no modelo construtivo e na atuação socioambiental. A infra-estrutura dos empreendimentos passou a ser executada com recursos do Estado. Antes, as prefeituras deveriam arcar com os custos, o que significava um sacrifício para algumas cidades. Além da terraplanagem, os serviços incluem redes de água, esgoto e drenagem, elétrica e de telefonia, pavimentação, calçamento, paisagismo e iluminação pública. Em contrapartida, a proposta do Estado é que os municípios invistam seus esforços e recursos para planejar e executar projetos de organização condominial, capacitação profissional e educação ambiental. Essa condição, que não era exigida, visa assegurar a sustentabilidade socioeconômica e ambiental dos conjuntos habitacionais.
Outra mudança importante foi o foco na regularização fundiária para garantir o título de propriedade aos mutuários após a quitação. Os projetos serão aprovados antes do início das obras pelas prefeituras e, quando necessário, por órgãos do Estado.
Municípios da região que assinam convênios: Águas da Prata, Caconde e São João da Boa Vista.
INSS: 300 mil aposentados podem requerer revisão
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já reconhece a dívida - que pode resultar em correção de até 39,67%, relativa ao Índice de Reajuste do Salário Mínimo - e basta que os beneficiários entrem na Justiça para obter o aumento.
A revisão foi autorizada pela Medida Provisória 201, de 2004, convertida na Lei 10.999, do mesmo ano. O INSS promoveu uma campanha de negociação direta do pagamento, que já foi encerrada. Entretanto, ainda é possível acionar os Juizados Especiais Federais dos estados para ter direito à revisão. Segundo o Ministério da Previdência, quase 380 mil benefícios, dos 2,6 milhões que têm direito à revisão, ainda não foram recalculados. Segundo advogados especializados em Previdência ouvidos pelo G1, é preciso ter pressa. Isso porque o prazo legal para recalcular o benefício termina em novembro de 2008.
Moacyr Franco reuniu multidão na Praça XV
Milhares de pessoas se reuniram na noite de domingo, 23, nas praças XV de Novembro e Capitão Vicente Dias para assistir à apresentação do cantor e humorista Moacyr Franco. O show, gratuito, foi uma promoção da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Turismo, como parte das comemorações do aniversário de 143 anos da cidade. Com muita irreverência, Moacyr Franco agradou jovens e adultos presentes ao show, onde cantou sucessos consagrados por fãs de várias gerações.
Moacyr levou o público ao riso, quando improvisou no palco o seu personagem “Jeca Gay”, convidando o prefeito João Santurbano para participar do número. Mais tarde, o cantor surpreendeu, quando desceu do palco para cantar junto à platéia.
A apresentação compensou a espera do publico, já que o show, marcado para as 20 horas, começou com 1 hora de atraso. A programação comemorativa ao aniversário da cidade se estende até o dia 6 de abril. Na noite de quinta-feira, 27, foi à vez do teatro, com a peça “Lá onde o peixe pára”, encenada pelo grupo Andaime de teatro, da cidade de Piracicaba.
Na sexta-feira, 28, Mana Tessari e músicos convidados apresentaram no Mercado Cultural o show “Seresta Urbana”. A apresentação teve início às 20hs. A programação segue no domingo, dia 4 de abril, com apresentação de grupos de dança da Fábrica de Expressão e grupos convidados, na sede do Rio Pardo FC. Já no dia 6, está prevista a apresentação da Orquestra Jazz Sinfônica, também na sede do Rio Pardo FC, às 20hs.
Mais eventos
Além das atividades culturais, São José do Rio Pardo comemora os 143 anos com outros eventos. Na manhã de 29 de março serão inauguradas novas instalações anexas ao Ginásio Municipal “Adhemar Machado de Almeida”, o Tartarugão. As obras incluem um novo e moderno centro de treinamentos da Ginástica e novas instalações para a escolinha de judô. A solenidade de inaugurações será às 10 horas.
No dia 30 de março, a partir das 10hs, a Prefeitura fará oficialmente a entrega das obras de pavimentação do Conjunto Habitacional Buenos Aires, também a partir das 10 horas.
No dia 1° de abril, também às 10hs, a Câmara Municipal promoverá sessão solene para a outorga de títulos de Mérito Comunitário, a pessoas físicas e jurídicas, pelos relevantes serviços prestados à comunidade.
Na manhã de 4 de abril, a Prefeitura deverá fazer a reabertura do Parque Municipal “Dr. Antônio de Pádua Nunes”, o Zoológico da Ilha de São Pedro, local que vem passando por obras.
E, no domingo, 6 de abril, acontece a quarta edição da Cavalgada “João Batista de Souza” (Joca), percorrendo a rota dos tropeiros, com saída do Barretinho, às 9hs.
Município: Obras da Perimetral continuam
Segundo o prefeito João Santurbano, estão previstas outras duas parcelas de recursos até a finalização dos serviços. “Ainda é grande a quantidade de serviços a serem executados na Perimetral. O montante de recursos disponível é bem superior a 1 milhão de reais”, disse. De acordo com o secretário municipal de Obras e Serviços, Mário Gusmão, caso não chova as obras devem ser retomadas na próxima semana.
Uma das obras prejudicadas pelas chuvas foi a de construção da estrutura para a implantação de uma rotatória sobre o córrego São José, o que permitirá a ligação das avenidas Antônio Pereira Dias e Maria Aparecida Salgado Braghetta.
Notas e Fatos por Miguel Paião
miguelpaiao@ibest.com.br
Com a corda toda
O vice-prefeito Paulão da Rádio tem conduzido, junto com o vereador Reinaldo Milan, o pré-candidato Lupércio Torres (PSDB) a vários órgãos da prefeitura – creches, escolas e o pronto-socorro foram apenas alguns dos locais por onde o triunvirato passou.
Não pode
Até onde se sabe, é proibido fazer campanha eleitoral dentro de órgãos públicos – seja ele federal, estadual ou municipal – ainda mais fora de época.
Herança
Quem assumir a prefeitura de São José do Rio Pardo em janeiro de 2009 terá que lidar com algumas heranças do PSDB que merecem toda atenção: precatórios, Feuc e tratamento de esgoto. Três assuntos que foram empurrados com a barriga durante os dois mandatos tucanos e que precisam ser encarados com urgência, antes que tudo piore.
Água, cadê?
A falta de água em alguns bairros da cidade ainda persiste. Nos bairros São Domingos e Jardim São José, por exemplo, a escassez de água tem sido uma constante, principalmente no período da tarde.
Taxação de postes
O vereador Antônio Marcos Zanetti (PSDB) sugeriu ao prefeito na última sessão da Câmara, dia 25, que se crie uma lei dispondo sobre a cobrança pela ocupação do espaço de solo em áreas públicas, pelo sistema de posteamento de rede de energia elétrica.
Confira concursos na Câmara de Grama e vagas na CPFL de SP
A Câmara Municipal de São Sebastião da Grama abre concurso para o preenchimento de 4 vagas em diferentes cargos. Os salários variam de R$ 480 a R$ 1.865.
As vagas são para Auxiliar de Serviços Gerais (R$ 480), para candidatos de nível fundamental incompleto, Secretária Legislativa (R$ 700), para nível médio, e Advogado (R$ 1.865) e Auxiliar Legislativo (R$ 924) para nível superior.
As inscrições serão recebidas até o dia 28 de março, no horário das 8h30min às 11h30min e das 13h30min às 17horas, na sede da Câmara, localizada na Rua Ambrósio Rodrigues, 38 e no endereço eletrônico www.asseconp.com.br. As taxas para participar vão de R$ 15 a R$ 50.
As provas estão prevista para o dia 27 de Abril às 9 horas na EMEF Prof. Silvio da Costa Neves, sito à Rua Tomáz de Mesquita nº. 26, São Sebastião da Grama – SP.
CPFL - 104 vagas para portadores de deficiência
A CPFL Energia acaba de anunciar que vai contratar 104 portadores de deficiência para atuar em 19 cidades do estado de São Paulo.
As oportunidades já estão definidas para os seguintes municípios paulistas: Campinas (35 vagas), Araçatuba (5), Araraquara (4), Bauru (4), Franca (4), Marília (4), São José do Rio Preto (3), Barretos (2), Botucatu (2), Jaú (2), Jundiaí (2), Lins (2), Piracicaba (2), Praia Grande (2), Ribeirão Preto (2), Santos (2), São Carlos (2), São Vicente (2) e Sorocaba (2). Para candidatar-se às vagas oferecidas pela CPFL é necessário ter mais de 18 anos e possuir o ensino fundamental completo.
As 104 vagas disponíveis são contratações efetivas e para o cumprimento de apenas meia jornada de trabalho. O salário é de R$ 534,00, mais vale-refeição, vale-transporte, plano de saúde, entre outros benefícios. Os interessados devem enviar os currículos, até 30 de abril, para o e-mail: oportunidades@cpfl.com.br.
Simão Pedro faz balanço de mandato como líder da Bancada do PT
“Quando fui escolhido líder, sabia que seria uma tarefa difícil, já que era o primeiro ano do governo Serra, quando os deputados e a sociedade são mais tolerantes e a gente não sabe ainda para onde o governo vai caminhar. Mas já tínhamos conhecimento do Serra como prefeito e de sua intenção de fazer um governo trampolim para seu projeto de candidato a presidente, que iria se preocupar em fazer caixa e ser truculento com a oposição”, acrescentou o deputado.
Além de uma intensa fiscalização ao governo, tarefa que é prerrogativa principalmente da oposição, Simão Pedro disse que a Bancada defendeu a manutenção de direitos, foi muito solidária, fez a defesa das lutas dos movimentos populares e conquistou recursos para prefeituras, entidades sociais e regiões do Estado. “Nós começamos o ano passado com a luta para esclarecer a tragédia da Linha 4 do Metrô, quando nossas denúncias levaram à demissão do presidente do Metrô e do fiscal da obra, a paralisação da mesma e a garantia para que o IPT e o Ministério Público pudessem fazer a análise das causas e responsáveis pelo acidente”.
Artigo: A globalização e a língua
Jornalista e escritor
O brio americano foi ferido profundamente com os ataques terroristas ao World Trade Center, que até cenas em que aparecem as torres gêmeas (Felicidade, Histórias Proibidas, Refém do Silêncio entre outros) foram suprimidas para apresentação dentro do Festival de Cinema de Nova Iork, que já não mais tem o seu prefeito seduzido pela brasileirinha expatriada. O WTC também foi sacrificado em outro lançamento, a comédia Zoolander, com Bem Stiller interpretando um top model de baixo QI que é metido numa trama de assassinato do presidente da Malásia. Ironia em relação aos ataques terroristas que baixaram a crista do Império norte-americano e do presidente Bush, que como um cão hidrófilo ainda vocifera guerra. Horas depois de sua furiosa fala no Congresso, ele desfilou pelos jardins da Casa Branca gestualizando com uma das mãos um tiro de revólver e trazendo um livro debaixo do braço. O jornalista Sérgio Augusto, no Estadão de 29 último, pág. D7, diz “Estaria tentando forjar para si próprio a imagem de um caubói intelectual e humanista? O único caubói intelectual que conheço é o ator e dramaturgo Sam Shepard. Talvez seja mais fácil o Taleban permitir que suas mulheres andem nas ruas de biquíni do que Bush virar um intelectual humanista. Até ontem, ao menos, ele continuava falando como sempre falou. Ou seja, como Bruce Willis - razão pela qual já lhe deram o merecido apelido de Bush Willis”.
O fim da inocência dos americanos é outro tema que escritores, poetas, artistas e pensadores têm discutido com enorme frequência. O poeta polonês Czeslaw Milosz, Nobel de literatura em 1980, incomodava-se à beça com a vocação para avestruz dos americanos, com sua crença de que nenhuma desgraça, salvo as naturais, podia atingi-los, pois Deus tomaria sempre conta da redoma, cuidando para que as bombas caíssem sobre outros lugares e outras gentes. Ainda diz o jornalista Sérgio Augusto: A redoma quebrou, explodiu, a inocência pode ter acabado, mas a arrogância, infelizmente, permanece intacta.” E a respeito da supremacia do inglês , tão largamente copiado no Brasil, continuaria?
John Naisbitt, notário consultor de Cambridge, em seu Paradoxo Global dedica um capítulo inteiro à questão do idioma, demonstrando como, ao mesmo tempo que o inglês torna-se instrumento de dominação econômica e cultural sobre o mundo, povos e nações adotam a defesa do idioma como instrumento de resistência contra a globalização asfixiante e empobrecedora. Vale a pena transcrever o trecho no qual ele fala da Islândia: “Alguns vão bastante longe à defesa de seu idioma. Ninguém vai mais longe do que o povo da Islândia. Todo islandês fala o inglês como segundo idioma e a maioria também fala outros idiomas. Contudo, eles protegem ferrenhamente a pureza do idioma islandês. Caso surja uma palavra nova, como “software” ou “nanossegundo” um comitê decide que palavras e sons islandeses devem ser reunidos para representar o objeto novo ou a idéia nova. Inexistem sons não-islandeses no idioma desse povo cujo número atinge apenas 250 mil pessoas. É digno de menção que a Islândia possui, também, o mais antigo governo democrático (parlamentarista) do mundo e a taxa de alfabetização mais elevada”.
Será que aqui em nosso País, imitaríamos a Islândia ou continuamos presos ao umbigo dos States?
Aldo Rebelo, deputado federal pelo PC do B apresentou um Projeto de Lei de no. 1676/99 na Câmara dos Deputados, anos atrás,que dispõe sobre a promoção, a proteção, a defesa e o uso da língua portuguesa. A proposta recebeu o apoio de simples cidadãos que amam seu idioma e querem defendê-lo da saraivada de estrangeirismos que deformam a língua e truncam a comunicação do povo. O próprio deputado relatou que, em Brasília, um seu colega ligado aos lojistas do Distrito Federal disse-lhe que o batismo de lojas com nomes em inglês faz com que trabalhadores mais simples como entregadores chamem as lojas pelas cores com que são pintadas (rosa, cinza, azul) por não se arriscarem a pronunciar os estrangeirismos com que pos proprietários denominam seus negócios.
Em qualquer língua, as palavras nascem, morrem, mudam de sentido, são substituídas, cortadas, ampliadas. A língua acompanha a economia, a ciência, a organização da sociedade, os costumes, a política, os movimentos sociais, as revoluções. E como diz Aldo Rebelo: (pág. 68 a 70 - revista teoria e debate): Defender o idioma não é imunizá-lo dos empréstimos e incorporações necessárias à sua renovação. Mas é, ao mesmo tempo, cuidar de sua permanência e continuidade. A língua portuguesa padece atualmente do excesso de estrangeismos (principalmente do inglês) e do relaxamento das normas para inclusão de palavras e expressões no vocabulário nacional. A língua do país é o português, e não fosse um dever cívico defendê-la (art. l3º da Constituição - a língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil) é um prazer proteger um dos mais belos idiomas da humanidade.
Cultura: Caçador de pipas, filme x livro
cacal.ortiz@hotmail.com
Cinema é, sem sombra de dúvidas, apaixonante, um dos estilos de arte mais encantadora que existe. Criar imagem, movimento, interpretar, escrever, focalizar a cena, a fotografia, construir uma época, enfim, é uma terra de sonhos que por algumas horas se tornam verdade.
Literatura é mágica. É uma, se não for a única, arte capaz de despertar todos os sentidos com duas únicas ações: escrever e ler. É possível através da leitura sentir o cheiro, visualizar rostos, sentir gosto da comida descrita, viajar nos devaneios das personagens e viver várias vidas durante a jornada literária. Esses dois encantos insistem em andar juntos. Uma vez disseram: “A arte imita a vida!”, mas não é só isso, o cinema e a literatura também se imitam, portanto a arte copia a arte também (complicado? Soa errado? Não...). É muito comum histórias virarem filmes, mas é raro (se não irreal, visto que não me lembro de nenhum caso assim) ocorrer o contrário. Aí podemos indagar: quem é o melhor, o livro ou o vídeo? Com raríssimas exceções (me lembro somente de um caso: Tempo de matar de John Grisham, em que o filme surpreendentemente superou o escrito), a literatura sempre sai na frente. Basta ver exemplos como o assustador O colecionador de ossos (o livro é aterrorizante), o épico O senhor dos anéis (esse merece um grande empate entre a obra de Tolkien e a de Peter Jackson), o gótico Drácula de Bram Stocker, e muitos outros.
Recentemente assisti O caçador de Pipas. Esse longa não fugiu à regra: impossível compará-lo com o original. Com bons atores, fiel à literatura, inclusive nos diálogos, por mais que tentasse não conseguiu mostrar a sensibilidade e beleza passada anteriormente. Tem alguns cortes desnecessários que foram de grande importância para o desenrolar da história. Falta um pouco da poesia e da lição de vida mostrada antes. Os diálogos, muitas vezes, são jogados sem nenhuma explicação. Há uma tentativa de passar o que o livro narra, mas falta uma amarração maior entre as seqüências.
Quem leu a obra poderá perceber esses detalhes facilmente. Quem ainda não leu talvez aprecie intensamente. Há certo valor, mas se frustra na tentativa de transmitir a beleza encontrada na narração original.
Psicologia: Que valor dou à comida?
tc.giorgi@uol.com.br
A ingestão de alimentos faz parte de um processo ligado a sobrevivência do ser humano. Desde o nascimento fomos condicionados a procurar comida frente às angústias e ansiedades. Quantas vezes quando éramos bebês ou crianças recebíamos comida quando chorávamos? Muitas poderíamos ter fome, mas outras, dor. Portanto, desde pequenos aprendemos indiretamente que a comida conforta na dor, na angústia, na solidão, nos momentos difíceis, ou seja, no mal estar. A ocorrência de tais fatos fez com que aprendêssemos a dar um valor “errado” à comida, mesmo que não quiséssemos aprender ou ainda, sem que tivéssemos percebido o que estávamos aprendendo. Um outro fator é que a comida tem um valor social muito grande: negócios são fechados ou começados em restaurantes, encontros familiares acontecem em volta da mesa (farta!), convidados são recebidos nas residências com jantares ou almoços que representam a hospitalidade do proprietário e etc. Na correria do dia-a-dia, as pessoas, principalmente nas cidades cosmopolitas, vivem cercadas de estresse e ansiedade. Quando há tempo para almoçar a procura é por restaurantes ou lanchonetes perto do trabalho, os quais podem não oferecer um cardápio saudável. O próprio estresse e/ou ansiedade podem ser, superficialmente, diminuídos com a ingestão de doces ou salgados.
Comemos porque sentimos fome. Esta por sua vez, pode ser ampliada para além do fisiológico. O ser humano tem fome de viver, conquistar e suprir suas carências biológicas (fome) e afetivas (emoções). Porém, a segunda não é saciada por alimentos sólidos, por isso, acabamos entrando num ciclo vicioso de comer, ter prazer imediato e em seguida, culpa e/ou frustração. As emoções que desencadearam o comer, desconhecidas na maioria das vezes, permanecem independente da quantidade de comida ingerida. O estado emocional necessita de outro tipo de “alimento”, que pode ser entendido com a busca do autoconhecimento, o qual propicia maior percepção do indivíduo em relação ao seu corpo, seus pensamentos, sentimentos... Isso por sua vez abre as portas para um maior autocontrole, mudanças de hábitos alimentares e de rotina. Aprender a perceber e a se observar é um passo para que se possa corrigir o valor da comida e aprender a lidar com os fatos que desencadeiam o beliscar e a compulsão.
Artigo: O trânsito problemático de nossa cidade
marcelo3151@itelefonica.com.br
A partir da década de 90 as cidades do interior assistiram uma mudança em relação à sua organização e à sua expansão. O que era algo pertencente aos grandes centros urbanos passou a fazer parte também de pequenas cidades como a violência, desemprego em massa, tráfico de drogas, aumento nos níveis de poluição, trânsito caótico, prostituição, etc. A globalização e o desenvolvimento acelerado tomaram conta de nivelar muitos municípios num mesmo patamar, mudando apenas os níveis de ocorrência desses fatores.
São José do Rio Pardo não foi uma exceção; a cidade pode não ter se tornado grande em número de habitantes nem em ofertas de oportunidades de lazer, entretenimento ou empregos, mas apresenta problemas quanto ao número de veículos e um complicado trânsito.
O comportamento social atual está estritamente ligado à posse e ao uso de um automóvel; pessoas que se deslocam para lugares próximos utilizam o veículo; em boa parte das residências o número de carros é praticamente o mesmo do número de moradores. A facilidade de crédito, a ânsia das indústrias em ganhar mercado e a ostentação da posse de um bem móvel, determinou um grande número de carros trafegando pelas ruas que, obviamente, são as mesmas e do mesmo tamanho. São José deixou há tempos de ter a característica de cidade de interior, ao menos na questão do trânsito, e passou a ter um típico de cidades grandes, com um número de carros absurdamente alto, lentidão, aborrecimento dos motoristas e lentidão na locomoção.
Diante desse quadro deveria se mobilizar ao máximo para criar soluções que possam amenizar o problema. Se o número vem crescendo nos últimos anos, o mínimo que deveria ser feito era adequar o trânsito (sinalizações, rotatórias, estacionamentos) aos números de carros correspondentes, mas pelo que se vê as propostas de solução caminham tão lentas quantos os veículos nas ruas do centro num sábado de manhã.
A criação da zona azul como forma de aumentar as vagas não foi suficiente, agora o motorista continua rodando os quarteirões em busca de uma vaga e quando finalmente a encontra tem que pagar pelo seu uso; o local do ponto de circular atrás da Matriz pode ter sido uma boa escolha há 20 anos, mas hoje é problemático para os motoristas de carros e circulares e também para os usuários, e quando se cogitou em transferi-lo para outro local logo a solução foi boicotada.
A instalação de vários semáforos também se mostrou ineficaz, pois nos dias de grande fluxo os mesmos se abrem, mas os carros continuam parados; a sinalização também deixa a desejar, só para citar alguns exemplos temos a entrada do Hospital, o encontro da avenida Euclides da Cunha com a Perimetral e a Dr. João Gabriel Ribeiro, a rotatória de entrada da cidade que continua com as obras paradas e numa situação pior que estava, a rotatória entre a Avenida dos Lírios e a Perimetral. Apontar falhas e cobrar mudanças logicamente não basta para amenizar a situação, além disso, é preciso que junto a elas os motoristas respeitem os pedestres, sinalização, as faixas, dirigindo com atenção e dentro dos limites de velocidade. Se não há como fugir do desenvolvimento ao menos deve-se fazer o possível para que ele não seja tão incômodo quanto tem sido.
Prato do Dia: Paelha Negra

Odair Corsini
odaircorsini@ig.com.br
(4 a 6 porções)
Ingredientes:
- 500 g de arroz sem lavar
- 1 litro de água
- 1 kg de lula com tinta
- 200 ml de azeite extra virgem
- Uma cebola picada
- 5 dentes de alho picado
- Sal, pimenta branca e salsinha picada a gosto
Modo de preparar:
- Limpe as Lulas e reserve a tinta.
- Corte as Lulas em rodelas.
- Na paelha, em fogo médio, aqueça o óleo de oliva e refogue ligeiramente a
cebola e o alho. Junte as Lulas e as refogue.
- Coloque água, tempere com sal e pimenta, misture e incorpore a tinta de Lula.
- Adicione o arroz espalhando-o em formato de cruz, sem mexer.
- Cozinhe em fogo médio até que o arroz esteja cozido (se preciso adicione mais
água).
- Retire do fogo, polvilhe a salsa picada e deixe descansar cinco minutos
Obs: Segundo o grande chefe de cozinha espanhol, Allan Vila Espejo, em entrevista concedida a Revista Gula: Paelha, em primeiro lugar, é o nome do utensílio redondo, com diâmetro avantajado e raso. Na Espanha existem quatro tipos: paelha valenciana, paelha marinera, paelha mista e a paelha negra.
A pronúncia à espanhola é algo próximo de “paelha” jamais “paeja”, como se diz na Argentina, para horror dos espanhóis.
Momento Espírita: A cura que se deseja
Impressionantes casos de curas são relatados por especialistas e estudiosos da área médica. Um eminente oncologista americano, Dr. Bernie Siegel, narra o caso muito curioso de uma paciente que o procurou. Ela morava a mais de mil quilômetros de distância da sua clínica.
Quando recebeu o diagnóstico de que teria somente poucas semanas de vida, pediu para consultar com Dr. Siegel. Tentaram a princípio, demovê-la da idéia. Ela estava muito doente, a clínica ficava muito distante, ela já tinha um diagnóstico.
Ela insistiu, conseguindo seu intento. Dr. Siegel a examinou e lhe disse que ela chegara tarde demais. Ele era médico e como médico, constatara que nem cirurgia, nem quimioterapia poderiam curá-la. Seu destino era mesmo a morte, a etapa final da natureza biológica. A mulher estava irredutível e passou a crivá-lo de perguntas: ela teria uma chance em dez? Com a resposta negativa, ela foi prosseguindo com as perguntas: teria uma chance em cem? em mil? em um milhão? Bom, em um milhão de pacientes, é provável. - falou o especialista. De olhos brilhando, com firmeza, ela argumentou: Então, doutor, cuide de mim, porque eu sou essa paciente no meio do milhão.
Dada a firmeza da mulher, ele iniciou o tratamento. Quando foi estudar seu histórico médico, Dr. Siegel deu-se conta que o câncer de que ela era portadora, começara exatamente quando ela entrou em um processo litigioso de divórcio. Ela ficara tão triste, que desejara morrer, para se vingar do marido. Foi quando gerou o câncer. O médico trabalhou essa questão com ela: morrer por causa de uma pessoa?
E motivou-a. Ela se submeteu à terapia psicológica de otimismo, enquanto fazia quimioterapia. Resultado final: ela se curou. E Dr. Siegel, que tem a certeza de Deus e de que o organismo é uma máquina extraordinária, conta que calcula o tempo de vida de seus pacientes pela forma como eles encaram a enfermidade.
Há os que optam pela terapia psicológica, porque crêem na vida e desejam lutar. São os que vivem mais. Há os que simplesmente se entregam, não desejando lutar. São os que perdem a batalha mais rapidamente. Isto é, a vida.
Se você está enfermo, se recebeu um diagnóstico de difícil sobrevida, não se entregue. A morte chegará, com certeza, pois nenhum ser vivo a ela escapa. Mas poderá chegar mais tarde. E sem tantos traumas. Encare a enfermidade e decida-se por viver o melhor possível, emocionalmente falando. Ame-se, ame aos que o cercam, ame a vida. Não importa o tratamento a que você se submeta, ele terá
total, parcial ou nenhuma eficácia, conforme você deseje. Pense nisso e decida o que é melhor para si.








