Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com
É inacreditável, mas eles estão aqui de novo! Apesar dessa enxurrada de shows internacionais de grandes bandas nas maiores capitais brasileiras, o palco tupiniquim nunca mais será o mesmo depois que esses vovôs do rock progressivo aterrissaram na nossa terra.
Formada em 1969, a banda nasceu nos Países Baixos e foi fundada pelo organista e flautista Thijs van Leer, quem compôs a maioria das canções. Seu estilo original vai do progressivo ao erudito em segundos, e essa é a grande marca do grupo. A obra mais famosa gravada é um grande clássico do rock: Hocus Pocus é um som cheio de guitarra e interlúdios de vocal falsete que dura mais de 6 minutos. É uma obra prima com estilo.
O auge da fama ocorreu nos anos 70 (embora tenham feito muito menos sucesso do que realmente mereciam). Nos anos 80 houve um reencontro entre os músicos, mas apenas temporária e meteórica. Essa fase não foi muito significante na vendagem de LPs. O álbum Focus não decolou e os rapazes continuaram no ostracismo.
Então, finalmente, em 2001, voltaram com tudo (dentro dos limites do sucesso que uma banda não - comercial consegue atingir. Realizaram turnê mundial e o grande e saudoso público reapareceu. A discografia de peso é composta pelos seguintes títulos: In and out of Focus (1971), Moving Waves (1971), Focus III (1972), Hamburger Concerto (1974), Mother Focus (1975), Ship of Memories (1977), Focus com Proby (1978), Focus (1985), Hocus Pocus (1994), Focus 8 (2003) e Focus 9 (2006), além dos gravados ao vivo Focus at the Rainbow (1973) e Live at the BBC (2004). Quem ainda não conhece e gosta do “diferente”, deve procurar.
O show aqui no nosso território aconteceu nessa na terça-feira, 9, em São Paulo. Esse foi o encerramento da turnê pelo país. Sem dúvidas, um nome de peso no cenário musical, independente do sucesso na mídia. Vale a pena conhecer.
Antecipando um pouco, aguardem fãs do Aerosmith, porque logo eles estarão por aqui também. Coloque sua foto num tema anos 60, 70 e 80. Conheça o novo site de I Love Messenger.
Banda Focus no Brasil
The Who e Led Zeppelin – Um novo começo?
Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com
A especulação e expectativa são enormes em cima da possível formação de um super grupo do rock’n’roll. The Who, uma das mais conceituadas bandas de rock progressivo está em fase de transição com inúmeras mudanças acontecendo.
O guitarrista da banda, Pete Towshend, está a caminho de uma aposentadoria.
Devido a seu sério problema de audição, o músico provavelmente irá parar com os shows, deixando Roger Daltrey sozinho na estrada. Com Led Zeppelin a história não é muito diferente. Já separados, Robert Plant e Jimmy Page sempre serão lendas da música e é por isso que Daltrey anunciou em entrevista exclusiva para a rádio BBC 6, a idéia perfeita de juntar-se a Page num projeto de blues.
Segundo palavras do próprio cantor, o eterno Jimmy Page precisa de um cantor e ele de um músico para lhe acompanhar.
Sem dúvidas, seria um fato muito interessante. Seria uma verdadeira super banda. É como se reuníssemos todos os melhores e os colocássemos brilhando num mesmo palco.
Entretanto, essa não seria a primeira fusão das bandas. Em meados de 1960 Jimmy Page e Keith Moon, baterista do The Who, tocaram juntos durante uma canção. Há boatos também de que Robert Plant não está sem planos. No momento se prepara para mais um disco solo It’s rude to say no, que deve sair no final deste ano.
Aguardem, porque muita coisa promete!
Cyndi Lauper, uma musa pop
Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com
Cynthia Ann Stephanie Lauper Thornton, mais conhecida como Cyndi Lauper, musa da música dos anos 80, cheia de atitude e originalidade e a única que conseguiu desbancar nomes como Madonna e Tina Tuner estará completando esse ano, pasmem, 57 anos.
Nascida em 22 de junho de 1953, vai completar 26 anos de carreira e muito sucesso em 2010. Sua carreira começou em 1980, como vocalista da banda Blue Angel, mas foi em 1983, com o LP (saudoso bolachão) She’s unusual que Cyndi se atirou na carreira solo e conquistou o mundo com hits como Girls Just want to have fun. Foi a primeira cantora capaz de emplacar 5 hits de um mesmo álbum na parada da Billboard, um verdadeiro marco histórico.
Podemos defini-la como multi-intrumentista, compositora, atriz vencedora do Emmy e também do Grammy, com 10 álbuns de estúdio e cerca de 40 singles. Os álbuns que constituem sua discografia são: She’s unusual, True Colors, A night to remember, Hat full of stars,Twelve deadly Cyns... and then some (uma coletânea de todos os sucessos), Sisters of Avalon,Merry Christmas...Have a Nice life, At last, Shine, The body acoustic, Bring ya to the brink. Para esse ano, 2010, a turnê True Colors promete. Recheada de antigos sucessos, a noite deve esquentar e agradar o pessoal com mais de 30 anos (nossa, estou nessa categoria!).
Em breve também deverá chegar às mãos do público sua autobiografia, que está sendo escrita com muita calma, procurando relatar minuciosamente detalhes importantes da vida da diva. Para quem não lembra, ou ainda não conhece esse ícone da década da “new wave”, vale a pena conferir as faixas Goonies ‘r’good enough, All through the night, Girls Just wanna have fun, True colors, Time after time e muito mais. Agora, é só aguardar os novos trabalhos da garota.
FEUC ROCK SHOW acontece neste domingo
“São José do Rio Pardo é rica e número de bandas, com integrantes engajados e muito criativos. Alguns já estão gravando CD e até vídeo com suas performances”.
Uma noite com Emmerson Nogueira
Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com
Foi alguns dias antes do Natal. A casa de shows estava lotada e muitos ali estavam na mesma situação que eu: marinheiros de primeira viagem, fãs do músico e esperando que o concerto fosse do mesmo nível que seus CDs acústicos (o que, surpreendentemente foi muito superior).
Imaginando uns 50 minutos de apresentação, nada de muita emoção e nem tanta simpatia com o público, afinal, Emmerson Nogueira era somente um cara legal, que tocava bem e tinha bom gosto para selecionar músicas para gravar. Porém, e esse “porém” deveria ser escrito em letras maiúsculas para evidenciar muito bem essa parte do texto, ele é um conjunto perfeito do que há de maravilhoso no mundo musical e, o que vai além, é acompanhado por uma banda de tirar o fôlego.
Foram mais de duas horas de show com qualidade musical e técnica impecável, um figurino simples mas encantador e que a cada conjunto de músicas nos fazia vibrar de emoção.
Esbanjando simpatia, ele abriu o espetáculo com músicas dos anos 60 e 70, chegando a atender pedido do público e a improvisar. Cantando num inglês perfeito, ele fez uma viagem musical passando pelos saudosos anos 80 e 90.
O público delirava principalmente com o solo de gaita e a voz de Vanessa e Carol (acompanhantes da banda).
Segundo o cantor, esse foi o último show de 2009 - e talvez por isso tenha sido tão emocionante – da banda, que voltará aos palcos em março de 2010. Quem tiver oportunidade, vale a pena conferir ou ouvir seu mais novo trabalho “Versão acústica volume 4”, com regravações de Pink Floyd, Lynyrd Skynyrd (só pelo fato de regravar Sweet Home Alabama já merece todo o respeito e adoração dos fãs) e mais.
Pólo Avançado de São José faz última apresentação do ano
Com apoio e toda a infra-estrutura oferecida pela Prefeitura Municipal e pelo DEC, ela acontecerá na Praça XV de Novembro das 19h às 22h. Estarão se apresentando os alunos que se destacaram ao longo do ano nos mais diversos instrumentos (cordas, sopros, piano e percussão).
Além deles, quatro grupos musicais farão apresentações - octeto de flautas, grupo de metais, quarteto de saxofones e grupo de madeiras. Devido ao grande sucesso da apresentação no dia 2 de dezembro na AAR, os dois corais repetirão parte do que apresentaram naquela noite.
Encerrando o programa, estarão se apresentando a Orquestra de Cordas e a Orquestra De Sopros. No final, uma emocionante apresentação reunindo 230 alunos formando uma imensa orquestra, a exemplo do que ocorreu em 2008.
A Prefeitura e o DEC montarão uma grande lona e palco cobertos, oferecendo para o público cerca de 600 lugares sentados, com todo o conforto e proteção em caso de chuva. E esta apresentação é parte da programação preparada pelo Pólo Avançado, pela Prefeitura Municipal e pelo DEC para as comemorações natalinas de 2009.
AC/DC veio até nós, mortais
Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com
Foi semana passada, após um longo tempo sem colocar os pés no Brasil, que o grupo de hard rock, ou só rock, como preferir, chegou da Austrália (país natal) para arrasar e juntar multidões aqui no nosso país. A banda dos irmãos Angus e Malcolm Young é considerada uma das pioneiras do heavy metal e, desde de 1973, ano de formação, é consagrada pelos fãs do mundo todo. Para se ter uma noção do seu peso, nomes como Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple estão colocadas lado a lado quando o assunto é qualidade.
Aqui vão algumas curiosidades que muitos fãs já devem saber, mas nunca é demais mencionar: o título AC/DC, segundo conta a lenda, foi sugerido pelos irmãos que, após ver o nome escrito atrás de uma máquina de costuras, cuja a tradução teria o significado de “corrente alternada/ corrente contínua”, teria a força e o poder que estavam procurando. Para eles, isso foi o suficiente para marcar a energia que a banda queria passar ao público.
O segundo vocalista e um dos compositores da banda, Bon Scott, após gravar High Voltage e Highway to hell (esse último foi um dos grandes sucessos da banda), após passar uma noite alucinante regada a uma quantidade absurda de álcool, morreu em fevereiro de 80, perdendo assim, a oportunidade de fazer parte do álbum de maior sucesso em vendagem da turma: Back in Black. (há uma grande oposição quanto esse fato, pois muitos dizem que sua morte foi em decorrência de uso de heroína).
Ainda sobre esse fato, Ozzy Osbourne escreveu uma canção para Bon Scott: Suicide Solution, em que, ao invés de falar sobre suicídio, fala sobre o alcoolismo. A tradução do título solution quer dizer solução como mistura de coisas, uma fórmula para o suicídio. O sucesso começou com aberturas em shows do Aerosmith, Kiss, Black Sabbath e outros grandes nomes. Hoje o grupo é formado por Brian Johnson (voz), Angus Young (guitarra solo), Malcolm Young (guitarra), Cliff Williams (baixo) e Phil Rudd (bateria).
Só lembrando, essa foi a segunda vez que a banda veio até nós, povo esquecido da América do Sul. A primeira vez foi na mega festa Rock in Rio em 1985, evento em que abriram para Whitesnake, Scorpions e Ozzy Osbourne. Após 24 anos no tempo, fizeram bonito no show do Morumbi em São Paulo. Mostraram que ainda estão em plena forma e energia, encantando todo o público.
Festival de rock no Epidauro
Cinco bandas irão se revezar no palco. Novo Mundo das 19h30 às 20h; Sin City das 20h às 20h30; Cabaret Desilution, das 20h30 às 21h; Via Crucis, das 21h às 21h30; Soul Breaker, das 21h30 às 22h.
O festival de rock contará com a participação de grupos musicais de escolas locais e é organizado pela professora Marlise Cassassola, integrante do grupo Amigos da Faculdade, com apoio da instituição e do Departamento de Esportes e Cultura (DEC). A data é marcada para comemorar o Dia Mundial de Combate à Aids, por isso a Secretária de Saúde, através do grupo DST/AIDS, estarão no local distribuindo material preventivo. A Faculdade Euclides da Cunha também estará distribuindo material promocional ao processo seletivo.
Rock in Rio Pardo neste sábado, dia 7
Faith No More no Brasil
20 anos sem Raul
Emerson Nogueira
Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com
Tudo bem, falar de Emerson Nogueira não trás muita novidade, afinal, o que um músico comum inova ao cantar músicas consagradas no passado? Certo? Errado. Emerson foi um dos primeiros a gravar sucessos em versões acústicas e simplesmente ficou ótimo.
Entre seus oito Cds, sendo quatro acústicos: versão I, II, III e IV mostram músicas como Hotel California, Tom Sawyer, Blowin’the Wind, Crazy, Money, Everybody wants to rule the world, Ordinary World, Changes, Shine on your crazy diamond, entre várias outras, e todas com arranjos muito originais.
Mas, o que mais encanta mesmo, são as gravações de hits dos Beatles. É um Cd delicioso, um som calmo e inovador (nesse quesito prestem atenção em Norwegian Wood) conseguindo ser muito além de meras versões. Cheio de improvisos (como, por exemplo, o início de With a little help from my friends – uma guitarra havaiana nos apresenta uma falsa impressão de um outro gênero musical antes de entrar em Beatles, ou a maravilhosa I’ve Just seen a face, ou ainda Nowhere man – enfim, são tantos os exemplos que poderia descrever o Cd todo.
O mineiro Emerson, para quem não sabe, é compositor, cantor e toca vários instrumentos, além de produzir seu próprio trabalho. Seus arranjos são inteligentes, passando a impressão de algo simples, mas com toques de refinamento, deixando seu trabalho deliciosamente incomparável.
Se falarmos de seu novo trabalho (versão acústica IV), percebemos a inovação com o uso e abuso da viola caipira de 10 cordas em quase todo o disco, trazendo o rock mais perto do folk.
Enfim, apreciem esse músico, pois, quantos são capazes de nos presentear com um repertório simples, confortável e de qualidade (essas palavras foram tiradas de sua página na web para defini-lo)?
Apreciem!
Coral Fonseca se apresenta no Mercado Cultural neste domingo
Woodstock, mais um livro sobre o assunto
Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com
A editora Agir está lançando no Brasil a sua mais nova obra: Woodstock, de Pete Fornatale. Nostalgicamente, voltamos ao tema já explorado, mas que sempre ganha espaço quando quer voltar à moda.
O festival, que reuniu cerca de 400 mil pessoas, 20 artistas, numa fazenda de 400 mil hectares em Bethel, NY, durante três dias, foi o marco da cultura hippie, numa época de revolução e protesto, cuja grande turbulência causou mudanças político, social e musical no mundo todo. Para se ter a noção do pensamento da época, o cabeludo que foi atrás da realização do seu megalomaníaco sonho, deu uma rasteira em seus empresários. Com o lema “ paz, amor e música”, após perceberem a multidão que se acumulava para entrar na feira, eles decidiram parar de vender os ingressos e abrir o evento para todos os “irmãos” que precisavam de cuidado. Não houve tumulto, não houve violência ou agressões e todos respeitavam quem estava ao lado, respondendo a uma forma de conscientização coletiva.
Voltando à obra, o livro mostra os bastidores do evento político e libertário, cujo principal conseqüência foi o reforço do discurso contra a Guerra do Vietnã, a defesa dos direitos civis e a segregação racial, através de entrevistas com as mais variadas pessoas, desde o público até os artistas, traçando um paralelo entre o momento vivido e o festival inserido naquele contexto. Os saldos da festa foram interessantes. Apesar da grande multidão, todos estavam tão envolvidos no clima paz e amor que houve só uma morte (por overdose) e pouquíssimas pessoas machucadas. Mas, o mais incrível foi o fato de dois indivíduos nascerem em pleno festival. Aproveitando a onda, ainda para comemorar os 40 anos do evento, o diretor Ang Lee mostra ao público o longa Taking Woodstock, que deve estrear no país em setembro. O filme, segundo conta, não é especificamente sobre o festival, mas sim sobre um rapaz que está em fase de transação para a vida adulta e, conseqüentemente, está fazendo descobertas sobre si mesmo. O filme tem, entretanto, o Woodstock como pano de fundo.
Aguardem!
Herbert Vianna e um documentário
Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com
Roberto Berliner e Pedro Bronz são os responsáveis pelo documentário Herbert de Perto. Com cenas gravadas a cerca de duas décadas atrás, juntamente com imagens atuais, esse documentário mostra toda a trajetória do músico antes e após acidente.
Numa das passagens, o antigo Herbert fala de sua vida, das expectativas em relação ao futuro e da importância da música, chegando a citar que se algo de trágico ocorresse com ele, o mundo musical seria primordial eternamente, independente de fatos externos. Já o Herbert de hoje desconsidera o que foi falado então. Hoje, numa cadeira de rodas após um grave acidente de ultraleve que matou sua esposa Lucy em 2001, ele revê alguns pontos de seu passado.
Líder de uma das bandas mais famosas de pop brasileiro dos anos 80, depoimentos do próprio cantor e de alguns amigos mostram principalmente a sua batalha digna de reconhecimento pela vida. Bi Ribeiro, João Barone, amigos e parentes que estiveram presentes nos mais de 25 anos de estrada, mais um monte de material de arquivo, fotos antigas, entre outras coisas colhidas desde 1982, compõe a obra. Está presente o jogo constante entre passado e presente, no que mudou e amadureceu durante esses anos. Em uma cena Herbert, ainda pré-acidente, está no camarim de um show se barbeando e logo em seguida está em sua casa adaptada para deficientes, fazendo barba e conversando sobre o presente.
Um ponto bem explorado nesse documentário foi o acidente em si. Longe de sentimentalismo, os diretores dissecam o acontecido com uma narrativa forte, franca, objetiva e dramática.
Também aparece no vídeo o músico e amigo Dado Villa-Lobos (Legião Urbana) contando como foi a experiência quando soube do infortúnio do amigo. Documentário bem feito, dirigido e narrado para fãs. Assistam.
FANAME recebeu troféus no COFABAN
Na categoria Drum and Mallets, com a regência de Gerson Fernandes, a mais disputada, a Fanafarra obteve o 5° lugar na “Corpo Musical”, o 2° lugar na “Baliza” com Caroline Freire e o 1° lugar na “Mor/Comandante” com Wellington Sposine.
“Em nome dos 50 integrantes da Fanfarra Natal Merli, agradeço o apoio da Prefeitura Municipal e da coordenadora responsável, Maria de Fátima Freire. Cada componente do grupo foi responsável para a conquista desses méritos”, disse o regente da Banda de Tambor, José Gabriel André.
Visita
Na quarta-feira, 15, o prefeito João Luís recebeu no gabinete alguns integrantes da fanfarra para uma visita e apresentação dos troféus. “Acredito no potencial de vocês. A FANAME é um orgulho rio-pardense”, disse o Prefeito.
A Baliza Caroline Freire ganhou dois troféus no COFABAN. “Me sinto honrada em poder representar a cidade. Nós competimos com pessoas que tinham muita experiência e mais recursos, mesmo assim conseguimos ótimas classificações”, disse Caroline.
Evento
O 5° Confaban de Poços de Caldas é um evento realizado pelas Secretarias de Educação e Cultura, Turismo, e Esportes, com o apoio de algumas empresas. Os 1°, 2° e 3° lugares na classificação geral e na classificação individual, por categoria e faixa etária, receberam troféus.
Especial Dia Mundial do Rock: Hey Ho! Let’s Go

O coordenador da Mixagem Web Rádio, Edimir Feriam, fala sobre a discoberta do rock and roll nos anos 80
“Rock’n’roll é tão fabuloso, as pessoas deviam começar a morrer por ele. (...) As pessoas simplesmente devem morrer pela música. As pessoas estão morrendo por tudo o mais, então por que não pela música? Morrer por ela. Não é bárbaro? Você não morreria por algo bárbaro? Talvez eu deva morrer. Além do mais, todos os grandes cantores de blues morreram. Mas a vida está ficando melhor agora. Não quero morrer. Quero?” - Lou Reed (ex-Velvet Underground)
Miguel Paião
O rock and roll foi uma das maiores, se não a maior, revolução cultural de todo o século 20. O rock trouxe novas preocupações e pautas ao mundo da música como o estilo e performance. Por sua representatividade e até mudança de comportamento de varias gerações, acabou ganhando um dia especial, o 13 de julho - Dia Mundial do Rock. Ele foi instituído em 1985 durante a realização do concerto “Live Aid” em benefício das vítimas da fome na Etiópia. Ele aconteceu simultaneamente nos EUA e na Inglaterra.
Foi pensando nessa data, próxima segunda-feira, que relembrei da minha adolescência quando vivia discutindo com os amigos lá no Jardim Aeroporto ou na Praça Oliveiros Pinheiros - antes da construção do Epidauro – qual era a melhor banda nacional de rock do Brasil: Legião Urbana ou Titãs; qual era a melhor música: Eduardo e Mônica ou Marvin. Particularmente sempre preferi Titãs à rapaziada de Brasília.
Mas, havia outras bandas que também entravam nas rodas de discussões como, por exemplo, Engenheiros do Hawaii, Nenhum de Nós, Uns e Outros (que já vieram em sanzé no Tartarugão), Ira!, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e Ultraje a Rigor. Outro assunto que fazia parte da pauta dos debates era a pegada do som punk e o trabalho quase erudito de algumas bandas de heavy metal. Entre as duas vertentes me identificava mais com as bandas “de três acordes” como Inocentes, Replicantes, Garotos Podres, Ratos de Porão (antes da debandada de João Gordo), 365, Plebe Rude, e por aí vai.
No entanto, na peleja de gostos musicais também havia os pontos de convergência como no caso de bandas como REM e U2 (que estão na ativa e ainda mandam muito bem), The Cure, The Smiths, The Clash, Lou Reed, Joy Division (que depois se transformou no New Order) Bauhaus e Depeche Mode. Quando se conseguia comprar um disco (de vinil é claro) fazíamos questão de desfilar pela rua com ele debaixo do braço e depois de exibi-lo e fazer cópias em fita K7 para os amigos ouvia-se a exaustão.
É claro que essas discussões entraram anos 90 à dentro com Chico Science, Mundo Livre S/A., Rappa, Planet Hemp, Sepultura, Alice in Chains, Nirvana, Live, Red Hot Chilli Peppers e muitas outras.
Essas pequenas reuniões e visitas a casas de amigos, que pareciam bobas, serviram de alguma forma para ajudar na minha formação cultural-musical. É claro que contei com a ajuda de dezenas e dezenas de exemplares de revistas Som Três e Bizz.
Como não sou mais adolescente já algum tempo, não sei como funciona mais essa dinâmica, se ainda há essa troca de informações sobre novas bandas e tendências, letras, enfim, algo que valha a pena ouvir e discutir. Talvez isso venha ocorrendo em salas de bate-papo na internert, ou não. O fato é que continuo, sempre que posso, provocando alguém sobre o que tenho ouvido de novo e até o que voltei a ouvir.
O locutor e coordenador da Mixagem Web Rádio, Edimir Feriam, conta que seu contato com o rock and roll também foi nos anos 80, mais precisamente entre os anos de 1984 e 85. Disse que era muito ligado nas batidas da new wave (nova onda) tupiniquim do Metrô, Sempre Livre, Degradée, Gang 90, Magazine. Disse que nessa época foi tendo contato com o som e com as letras de bandas como Barão Vermelho, Titãs e também com as bandas de Brasília: Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude.
“Ouvi muito também o pessoal do Sul: Engenheiros do Hawaii, Garotos da Rua, Nenhum de Nós, Uns e Outros. Lembro também das bandas que faziam parte do “Rock Paulista” como Ira!, Ultraje a Rigor, Titãs e 365.
Já as bandas internacionais ele só começou a se dar conta a partir do primeiro Rock in Rio, em janeiro de 1985, quando vieram ao Brasil Queen, Iron Maiden, Whitesnake, Rod Stewart, Nina Hagen, AC/DC, Scorpions, Yes, The B-52’s, Ozzy Osbourne, entre outros.
Feriam lembra que até o Rock in Rio, as grandes estrelas da música internacional não costumavam visitar a América do Sul, por tanto, foi a primeira oportunidade dos brasileiros ver de perto os ídolos do rock e do pop internacionais – “foi um marco na história do rock”. Mas, segundo o próprio Feriam, sua cultura-musical começou a se ampliar e se solidificar a parir de 1988 quando ingressou na Cidade Livre FM para trabalhar como locutor. “Foi nessa época que descobri os clássicos do rock como Beatles, Stones, Led Zeppelin, Yes.” O rock é sempre uma surpresa, prova disso foi à descoberta de Feriam, já em 1994, da obra prima do The Doors. Contou que até então conhecia apenas duas músicas: Light My Fire e The End.
Explicou que estava fazendo uma pesquisa sobre banda para publicar na revista Mixagem (a marca Mixagem foi criada em 94 como veículo impresso que tratava de assuntos musicais), foi quando conheceu a história dos músicos e da banda. “Desde essa época passou a ser a banda que eu mais ouço, tanto é que em abril deste ano peguei o carro, sozinho, e fui a Ribeirão Preto, assistir a turnê de parte do Doors que passou pelo Brasil, foi maravilhoso quando vi Ray Manzarek com seu órgão sintetizador”.
Sobre a atual situação do rock no Brasil, o locutor tem uma visão bem realista. Avalia que o problema não esta no surgimento de novas bandas e sim na falta de espaço para esse segmento. “Quando adolescente, em meados da década de 80, havia espaço nos grandes meios de comunicação para o rock, hoje ele ficou muito restrito. Há muitas bandas boas, mas pouco espaço para divulgar seu trabalho. Exemplo é o Cachorro Grande, uma puta banda do Rio Grande do Sul que é muito pouco divulgada pela grande mídia. Já no cenário internacional a situação é outra e destacaria as bandas Coldplay e Radiohead”, finaliza.
Novo documentário sobre a vida de Simonal
Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com
Nos polêmicos anos 60, enquanto o Brasil passava por um período de intensa luta política e que intelectuais e artistas se posicionavam (na maioria das vezes) esquerdistas, sempre em prol da população, surgiu um cara totalmente apolítico, embora tentasse provar exatamente o contrário, que só estava preocupado em se divertir e cultivar as raízes da malandragem, não foi exatamente a interpretação que fizeram de Simonal.
De origem humilde, filho de empregada doméstica e ex-cabo do exército, o bonitão e boa-pinta, dono de uma das mais belas vozes da época, Wilson Simonal em parceria com o compositor Carlos Imperial deram origem à pilantragem, gênero musical interpretado com maestria pelo cantor, que não fazia questão alguma de passar imagem de bom moço.
Um de seus maiores dons era o domínio que exercia sobre platéias enormes, colocando todos para cantar e dançar. Com sua natural simpatia e jeito da malandragem, fazia todos participarem de seus shows sem muito esforço, fazendo grandes interações com o público. Não posso deixar de fazer parênteses aqui para falar sobre a mais bonitinha de todas suas canções (deixando de lado toda a imparcialidade): “mamãe passou açúcar em mim”. Essa música merece ser pesquisada por quem ainda não conhece porque é a típica representação do homem sedutor – quando era bebê, como mamãe não tinha talco, passava açúcar nele, e quando cresceu seu corpo ficou tão doce que todas as mulheres o perseguiam. Como conseguimos notar, foi com essa letra que nasceu a verdadeira pilantragem. Mas, voltando ao documentário, ele relata toda a sua trajetória até o auge da carreira e seu sumiço repentino. A falta de shows e novos trabalhos, levantaram a suspeita de sua ligação com o DOPS – departamento da ordem política e social, ou seja, ele seria um possível dedo-duro do governo militar da época.
Esse fato, ou boato (como prefiro acreditar, pois nada há de realmente concreto) fez com que qualquer músico se negasse a entrar em um palco para acompanhar Simonal, e isso o baniu da vida artística.
É exatamente esse ponto que o filme narra. Simonal – ninguém sabe o duro que dei é uma ótima oportunidade para conhecer uma época difícil do país, um grande artista e também, para fazer uma reflexão sobre que nada, por melhor que seja a intenção, deve ser imposto à uma sociedade, porque os prejuízos podem ser terríveis. Mesmo a esquerda da época, que tinha valores morais e que lutava por uma liberdade geral, conseguiu ser a vilã da história quando o assunto é imposição de seus ideais.
Assistam!
Lenine fecha Feira do Livro em Ribeirão
No domingo, 28, Lenine fecha o evento com a apresentação de seu novo trabalho: “Labiata”. O show está marcado para às 19h.
Ainda durante o sábado, às 19h, Salão de Idéias do Theatro, haverá a presença do escritor Marcelo Rubens Paiva autor do livro: “Feliz Ano Velho”, que relata com uma boa dose de carisma e bom humor as experiências do próprio autor que ficou paraplégico aos 20 anos. Em 2008, Marcelo publicou o romance “A Segunda Vez que te Conheci”, que conta a história de um jornalista que perde o emprego e a mulher e casualmente torna-se gerenciador de prostitutas.
Às 20, sobe ao palco na esplanada do Theatro, a banda Sobrado 112. Unindo o tradicional e o moderno, passa pelo jazz, hip-hop, samba-rock, ska, dub, rock, funk e groove. Uma verdadeira degustação de boas sonoridades.
Em seguida, por volta das 21h, A cantora Maria Rita arrisca-se no samba e mostra uma nova face do seu trabalho, o CD “Samba Meu” reúne músicas para todos os gostos.
No domingo, 28, no Salão de Idéias, o ex-astronauta Marcos Pontes, às 14h. Engenheiro Aeronáutico, Marcos Pontes é formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e mestre em Engenharia de Sistemas pela Escola de Pós-graduação da Marinha Americana em Monterey, Califórnia. Pontes é, oficialmente, o primeiro astronauta profissional brasileiro. Seu primeiro vôo espacial ocorreu em 2006, como tripulante da Missão Centenário, na qual permaneceu 10 dias no espaço.
Às 16h, no mesmo local, estará também o escritor Thiago de Mello. Conhecido internacionalmente por suas lutas em prol dos direitos humanos e por sua vasta obra. Seu primeiro livro de poesias, “Silêncio e Palavra” o tornou rapidamente reconhecido, por nomes como Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. Mello foi exilado durante a ditadura militar e morou no Chile, onde conheceu Pablo Neruda, traduzindo textos e sendo traduzido por ele. Uma de suas obras mais polêmicas é “Os Estatutos do Homem”.
Às 18h, começam os shows na esplanada do Theatro Pedro II. A banda Motormama é a primeira a se apresentar. Cruzamento entre Mutantes e Neil Young com altas doses de caipiragem e psicodelia, assim se define o som da banda Motormama, que nasceu em 1999 das cinzas do Motorcycle Mama, banda que teve destaque no cenário underground da década de 90. Comemorando uma década de vida, o grupo deve lançar ainda em 2009 seu terceiro trabalho.
Lenine fecha a 9ª Feira com o seu novo trabalho onde retoma parcerias que deram certo como Arnaldo Antunes, Bráulio
Tavares, Lula Queiroga, Carlos Rennó, Pedro Luis e a Parede, entre outros.
Titãs estão de volta
Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com
Pois é, o grupo Titãs está voltando no mercado com o CD Sacos Plásticos. Após cinco anos sem gravar nada inédito, lançam esse trabalho.
São 27 anos de estrada e, a banda com antigos oito componentes, se transformou hoje num quinteto. Com Branco Mello, Sérgio Britto, Paulo Miklos, Charles Galvin e Tony Bellotto, e sob produção e direção artística de Rick Bonadio, constroem um trabalho um pouco diferente daqueles hits dos anos 80. Para quem estava acostumado com o som rebelde de Cabeça Dinossauro (que, diga-se de passagem, um dos melhores trabalhos da banda), Sacos Plásticos inova ao mesclar letras românticas, arranjos acústicos e, lógico, o som pesado de antes em algumas faixas com letras políticas, dando vazão à sessão nostalgia.
Esse trabalho é o 12º álbum de estúdio da banda e um pouco diferente do que o grupo mostrou antes. É um equilíbrio entre força e leveza, passando por ritmos como rock, punk, pop, reggae e funk (estilos já explorados anteriormente).
Para quem não sabe, há alguns assuntos polêmicos ao redor da obra. Segundo um dos seus integrantes, o Titãs ficou todo esse tempo sem gravar nada inédito devido a um problema contratual: a antiga gravadora Abril Music foi vendida para a BMG, que se juntou a Sony. Com esse fato, eles ficaram com o contrato parado, sem poder agir. O que sobrou, foi a opção de regravar antigos sucessos. Outro fato também diferente, é a parceria com o produtor e diretor Rick Bonadio. Ele é conhecido por assinar produções Emo, como NXZero e Fresno. Mas também fez trabalhos com Ira!, Charlie Brown Jr., Mamonas Assassinas e Tihuana.
Entretanto, polêmico ou não, o trabalho já está nas lojas e a banda se prepara para iniciar a nova turnê em setembro. Antigos fãs, não tenham a mesma expectativa de trabalhos anteriores, porém, de lá pra cá tudo mudou: o mundo não é mais o mesmo, os fatos são diferentes e você também já é outra pessoa. Ouça esse trabalho como uma obra nova, sem muito elo com o passado e divirta-se.