O Ministério Público (MP) Eleitoral deu parecer pela rejeição das contas do comitê de campanha do PSDB e de Geraldo Alckmin à presidência da República. Os técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já haviam, por duas vezes, recomendado a rejeição das contas. De acordo com o parecer do procurador Francisco Xavier Pinheiro Filho, concluído na semana passada, é inviável aprovar as contas porque o comitê fez gastos antes da abertura da conta de campanha, o que é vedado por lei. Além desses motivos, o procurador cita a realização de despesas sem nota fiscal, doações de recursos sem comprovantes e uma dívida pendente de R$ 19,9 milhões. Diante dessas supostas irregularidades, o TSE pode suspender o repasse de recursos do fundo partidário para a legenda. O julgamento das contas não tem data marcada.
POLÍTICA
O Ministério Público (MP) Eleitoral deu parecer pela rejeição das contas do comitê de campanha do PSDB e de Geraldo Alckmin à presidência da República. Os técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já haviam, por duas vezes, recomendado a rejeição das contas. De acordo com o parecer do procurador Francisco Xavier Pinheiro Filho, concluído na semana passada, é inviável aprovar as contas porque o comitê fez gastos antes da abertura da conta de campanha, o que é vedado por lei. Além desses motivos, o procurador cita a realização de despesas sem nota fiscal, doações de recursos sem comprovantes e uma dívida pendente de R$ 19,9 milhões. Diante dessas supostas irregularidades, o TSE pode suspender o repasse de recursos do fundo partidário para a legenda. O julgamento das contas não tem data marcada.
CONCURSOS
Unesp de Araraquara
Uma vaga para Técnico em Informática. As inscrições começam no dia 10 e vão até o dia 14 de dezembro. O salário inicial é de R$ 1.779,79.
Requisitos
Ensino Médio de Técnico em Informática Completo ou Ensino Médio Completo e formação específica, suplementado por conhecimentos específicos adquiridos por prática de serviço e - Experiência mínima de 1 ano.
SAECIL oferece 69 oportunidades em Leme
Superintendência de Água e Esgotos da Cidade de Leme (SAECIL) abre 69 vagas em cargos destinados a candidatos de todos os níveis escolares (confira os cargos abaixo). A remuneração inicial varia de R$ 591,39 a R$ 1.911.14, dependendo do cargo escolhido.
As inscrições estarão abertas, de 26 de novembro a 7 de dezembro, na Biblioteca Municipal, situado na Rua Major Artur Franco Mourão, 55 - Centro, das 8h às 16h. O valor da taxa de participação varia de R$ 13 a R$ 80. Também serão aceitas inscrições pela Internet, no site www.sigmarh.com.br, a partir das 9h00 do dia 26 de novembro até às 24h00 do dia 9 de dezembro.
Cargos oferecidos
Assistente de Serviços Gerais, Auxiliar de Manutenção, Fiscal de Ligações, Leiturista, Operador Captação de Água, Procurador, Químico, Zelador de Patrimônio, Encanador, Escriturário, Faxineiro, Motorista, Operador de ETA e ETE, Operador de Retro-Escavadeira, Operador de Veículo de Manutenção e Pedreiro Oficial.
Fonte: Econtre Concursos
http://encontreconcursos.blogspot.com/
FIM DE ANO
Entre os dias 1º e 15 de dezembro, estarão abertas as incrições para os interessados em participar do concurso de decoração natalina, promovido anualmente pela Secretaria Municipal de Turismo e Associação Comercial e Industrial de São José do Rio Pardo. Composto por duas categorias, o concurso vai premiar decoração natalina em lojas e também nas residências. Os interessados em participar do concurso na categoria lojas – Natal na Vitrine, deverão procurar a Associação Comercial e Industrial (ACI) para efeivação da inscrição. Os contatos podem ser mantidos através do telefone 3682-8804. Já as pessoas que quiserem participar do concurso de decoração das residências deverão procurar a Casa de Cultura Euclides da Cunha para fazerem a inscrição. Contatos através do telefone 3681-6424. Uma comissão escolhida pelos organizadores do concurso fará as visitações entre os dias 17 e 21 de dezembro, no período da noite. Conforme explica Ana Lúcia Dias de Souza Sernaglia, secretaria municipal de Turismo, como as visitações acontecerão no perdíodo da noite, pede-se que os parcticipantes do concurso permaneçam com suas decorações em funcionamento até às 23 horas. “O objetivo do concurso é fazer com que as pessoas se envolvam para a criação de um clima natalino mais alegre e harmonioso, tanto no comércio quanto nas residências”, diz Ana Lúcia. O resultado será definido ainda no dia 21 de desembro, e a premiação para o concurso serão cestas com produtos típicos para consumo nessa época do ano, que serão entregues no dia 22, às 20 horas, antecedendo a apresentação do Coral Acasp, no Mercado Cultural.
CULTURA
Carol Ortiz
cacal.ortiz@hotmail.com
Dia 14 de novembro desse ano Lúcia Vitto provou, mais uma vez, sua genialidade. A estréia da peça “O estado das coisas no limite do silêncio”, algo existencial/surreal, incrivelmente indescritível, é um recorte de textos inteligentes de vários autores consagrados. Grandes escritores e poetas como o doce Mário Quintana, a enigmática Clarice Lispector, o sombrio Kafka, entre outros, compõe o conteúdo de O estado das coisas..., além de, é claro, textos da própria Lúcia. O espetáculo transmite ao público, ansiedade, pânico, angústia, inquietude, riso, incômodo, enfim, uma mistura de sentimentos em um pouco mais de uma hora. É simplesmente perfeito: consegue, em segundos, levar o espectador do incômodo e loucura à gargalhada despachada. O elenco também arrasa. Como todos sabem, o grupo é formado por atores de várias idades e todos amadores. Entretanto, o show de interpretação foi total, com destaque para Mauro Posso e Mariana Franco (a cena em que ela entra no palco com uma árvore, rasgando pedaços de recortes é envolvente!). A mitologia é tema frequentemente presente. A passagem em que a personagem aparece em cima da escada (Stiege em alemão) nos remete a um mundo mítico e real. É impossível não fazer uma interligação com Prometeu e Cristo. Essa cena, sem dúvidas, foi uma das mais impressionantes do espetáculo. O cenário, figurino, trilha sonora, tudo se encaixa perfeitamente, construindo (conforme a própria divulgação mostra) um mosaico de textos, em que as personagens e o espectador se interligam numa rede de sentimentos, símbolos, sensações, tudo em um tom profético e poético. O grande artista plástico de nossa cidade, Ronaldo Bertacco, também ajudou a criar esse mundo dualista (sombrio e encantador). Mostrou todo o seu talento na produção visual (a qual cria impacto). Impressionante! Enfim, é uma diversão recomendável e que deveria ser acessível a todos mais vezes ao ano. Deveria haver mais números de apresentação, porque são raras as vezes que nós, habitantes do interior, temos a oportunidade de prestigiar algo tão genial! Quem sabe no final do ano não dão mais uma “canjinha” para a gente e repetem o espetáculo?! Assistam!
ARTIGO
Fabiano Possebon
sfapossebon@hotmail.com
Depressão trata-se de uma tristeza profunda e prolongada, abatimento moral ou físico, letargia. A intensidade e a duração deste estado dependem da personalidade, dos fatores que desencadeiem o processo e a da situação atual da vida do paciente. Ela pode afetar crianças, adolescentes, jovens, pessoas na madureza da vida e também idosos. Pode afetar ricos e pobres, cultos e ignorantes, encarnados e desencarnados, brancos, negros, amarelos, em suma, filhos de todas as nações. Eis algumas características do depressivo: aparência triste e abatida; preocupação constante com doenças físicas; perda ou ganho significativo de peso fora de períodos de dieta; redução marcante de interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades a maior parte do dia, quase todos os dias; insônia; e vontade de morrer. O depressivo, em regra, é alguém que traz a mente fixada no passado triste e sombrio, comprazendo-se em recordar as experiências menos felizes, as situações que mais o afligiram. Ele não pode se esquecer de que a sua condição íntima é que determinará se isto ou aquilo o arrastará ou não ao estado de tristeza. Se compreender este fato, mais facilmente conseguirá a cura. Enquanto permanece na atitude comodista de transferir para o exterior (aos outros ou às circunstâncias) a responsabilidade exclusiva pelo o que sucede, a melhora demora a chegar porque, não reconhecida a causa profunda, fica sempre na periferia, na superfície do problema. Ele deve tentar a espiritualização, espiritualizando a sua escala de valores, colocando em primeiro plano os interesses da alma imortal. Com essa nova escala de valores, centrada nos interesses imortais do espírito, consegue se fixar melhor no crescimento espiritual que deve realizar. Quando persegue um ideal nobilitante e entrega a ele a existência, adquire um sentido novo para a vida. Precisa se esforçar para encontrar novas motivações, novos amigos, novas conquistas... O perdão proporciona imensos benefícios. Ele deve se deixar conduzir pelo amor, compaixão, piedade, pela compreensão. Deve se poupar do desgaste que a mágoa provoca. Precisa agradecer a Deus por tantos valores e bênçãos que possui. Precisa aproveitar todas as oportunidades, resgatando e crescendo. Tem que amar, perdoar, procurando se compreender, se tolerar e também perdoar a quem tenha contribuído de algum modo para a sua queda. Deve auxiliar quanto puder, como puder. Orar, pedindo forças para se reerguer e recomeçar. Dar-se novas oportunidades. Semear simpatia. A simpatia irradiada retornará a si mesmo em bênçãos. Estas são apenas algumas dicas para nos livrarmos da depressão. Indico a leitura de "Depressão: causas, Conseqüências e Tratamentos", de Izaias Claro, da Casa Editora O Clarim.
CONCESSÃO
Marcelo Augusto da Silva
Marcelo3151@bol.com.br
No mês de outubro venceu o contrato de concessão de transmissão da Rede Globo, que de modo escuso, foi concedido em 1965, não por coincidência no início da ditadura militar. Sendo concessão a emissora não tem o direito de usar uma freqüência à revelia, tampouco transmitir o que bem entende, ficando o Estado brasileiro, que deveria ser soberano, o responsável por tal licença e porque não pela fiscalização de seu conteúdo. Atualmente a televisão é um meio de comunicação que está presente em quase a totalidade dos lares brasileiros, e a maioria deles está sintonizado no monopólio da família Marinho. O que impressiona é que a emissora, de uma forma sutil e hipócrita, consegue controlar o comportamento das pessoas, ditar modas, e inclusive manipular o eleitorado e a política brasileira, como fez tantas vezes em que assumiu posições mais extremistas possíveis em defesa de interesses próprios e de uma elite minoritária e dominante, como foi o caso da eleição de Collor, seu impeachment, o apoio a FHC, entre outros. Como acontece no Brasil acontece também em outros países, como é o caso da vizinha Venezuela, em que uma emissora dos mesmos moldes da Globo, a RCTV, mantinha um mesmo estilo da brasileira, com uma grade de programação que veiculava produções estrangeiras na sua maioria, programas recheados de vulgaridades e baixarias, atores sem o menor talento que se transformavam em multimilionários do dia para a noite e que serviam de modelo de vida para a camada pobre, a qual vivia sonhando em um dia atingir tal nível. Enfim um canal idêntico ao brasileiro que só desinformava e alienava. O mais grave na Venezuela é que a RCTV, apoiada pela direita do país, e pensando em manter privilégios e o seu império televisivo, tentou articular um golpe para cassar o mandato de Hugo Chávez, que de acordo com um plebiscito, foi escolhido como presidente. Assim como um presidente é soberano e uma emissora tem apenas uma concessão, e não um direito de transmissão, o venezuelano não renovou o contrato da RCTV, uma vez que, como foi escancaradamente, mas não foi notado, uma emissora de televisão tem por finalidade entreter e informar, não controlar a política de um país, se colocando acima do Estado e querendo escolher ao seu interesse quem deva administrá-lo. Com todos os seu poderes concedidos pelo povo e dentro da Constituição de seu país, Chávez nada mais fez do que sua função que no caso poderia ou não renovar o contrato. Decidiu pela segunda opção, não permitindo assim que uma emissora controle o país, o que o fez a ser tachado de ditador. Seria então arbitrariedade um chefe de Estado manter sua nação soberana e não submissa a uma empresa.
PRATO DO DIA

Coxa de frango empanada e assada
Odair Corsini
odaircorsini@ig.com.br
Ingredientes
1,5 kg de coxa de frango.
5 dentes de alho.
1 copo de vinagre.
Sal e pimenta branca a gosto.
300 g de farinha de rosca.
200 g queijo parmesão ralado.
50 g colorau.
Modo de preparo
Tempere o frango com vinagre, alho, pimenta e sal.
Deixe marinar por 2 horas.
Misture bem a farinha de rosca, queijo e o colorau.
Empane as coxas de frango com a mistura de farinha.
Coloque uma gradinha dentro da forma de alumínio.
Coloque o frango em cima da gradinha e cubra com alumínio.
Leve ao forno pré-aquecido a 180 ºC
Deixe assar durante 40 minutos.
Retire o alumínio e termine de assar até que fique dourado.
MOMENTO ESPÍRITA - Grupo Espírita Hilário Silva
Nossa vida neste Mundo... Tão breve. E agimos como visitas inconvenientes. Exaurimos o lugar em que vivemos, revolvemos as entranhas da Terra, amontoamos toneladas de lixo, poluímos as águas, matamos as árvores, extinguimos os animais. E agora, que as conseqüências da aventura humana se fazem notar, nós, que desrespeitamos a vida, tememos pelo amanhã. Encolhemo-nos assustados: “Que virá?”, perguntamos. Silêncio por resposta. No fundo das consciências, sabemos que a razão para esse estado de coisas é que nos afastamos da natureza, passamos a nos ver separados dos demais seres. Dividimos o Mundo e abrimos um abismo entre nós e o restante da Criação. E, no entanto, por toda parte, a vida nos revela que somos irmãos de todas as criaturas. Em nossas veias corre sangue alimentado por minerais como ferro, potássio, manganês e zinco. Somos irmãos da terra. Nosso corpo é constituído por mais de 75% de líquido. Somos irmãos da água. A seqüência genética revela que nossos gens são semelhantes aos de ratos e outros animais. Somos irmãos – ou pelo menos primos – de todos os bichos. As vitaminas das frutas e vegetais se integram ao nosso organismo e mantêm a vida física. O gás carbônico que expiramos será absorvido pelos vegetais: somos irmãos das plantas e das árvores. No interior de nossos pulmões, o oxigênio transita livre, nutrindo a vida. Somos irmãos do ar. Nosso corpo é formado do mesmo material que estrelas, pássaros, flores e pedras. Então, ser parte da irmandade universal é muito mais que uma bela figura simbólica. Somos verdadeiramente parentes de tudo o que existe. Estamos integrados na Criação de Deus. Astros, plantas e nós somos uma família que está unida na grande caminhada que chamamos vida. Essa imensa integração deveria nos servir de profunda reflexão: será que estamos de fato agindo como irmãos dos outros seres? Agir como irmão é zelar, cuidar, preservar. É assim também que demonstramos nosso amor a Deus: tratando com bondade, compaixão e amor a todas as coisas e seres que Ele criou. No entanto, passamos pela vida desatentos a esses pequenos gestos. É um sinal inequívoco de que precisamos repensar atitudes egoístas. Já não é mais tempo de desperdiçar comida, amontoar lixo desnecessariamente. Já não mais podemos sujar fontes de água. Ou mudamos de atitude agora ou nos tornaremos uma ameaça ao futuro de nossa espécie na Terra. O planeta está exausto e as conseqüências dos excessos humanos já podem ser vistas: tsunamis, furacões, efeito estufa, aquecimento global. São sinais de alerta de que nosso mundo azul está cambaleante, abatido. É a nossa hora de agir, de demonstrar gratidão a Deus mediante atos generosos, conscientes e responsáveis. Assim, quando nos decidirmos afinal a cuidar do planeta que nos acolhe; quando adotarmos uma postura de responsabilidade perante o mundo em que vivemos; quando nos sentirmos tocados pela compaixão por todas as criaturas, vale a pena lembrar que não estamos fazendo favor algum: é nosso dever. Simples e básico dever. Faça da Terra um lugar muito mais feliz. Não esqueça que nele viverão seus filhos e netos, as gerações futuras. Ou você mesmo, em uma próxima existência.
Pense nisso!
SOCIAIS
APAE recebe placa do Rotary
O Rotary Clube Oeste, através do seu presidente José Ruy Andreoli, doou à PAE de São José do Rio Pardo uma placa indicativa para a entidade. Agora, a comunidade e os visitantes poderão localizar mais facilmente o local.
No dia 27 de novembro, a estudante Marina Trevisan Darcie completou mais um aniversário. Parabéns!!!!
Resultado da Enquete
DIA DAS BRUXAS: 8 (21%)
DIA DO SACI: 29 (78%)
Pesquisa: ENCERRADA
Período: 09/nov/07 a 27/nov/07
Número de votos: 37
Ano IV - Edição 55 - São José do Rio Pardo - SP - 23 de novembro de 2007

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A TRAGÉDIA DA PIEDADE
Livro resgata autos do assassinato de Euclides da Cunha

Capa do livro e foto do escritor e engenheiro Euclides da Cunha
Sobre Euclides da Cunha parecia já se ter dito, escrito e encenado tudo. O autor de Os Sertões é daqueles personagens cuja vida — e morte — foi esmiuçada à exaustão. Mas há sempre algumas lacunas. E uma delas acaba de ser preenchida com o lançamento de Crônica de uma Tragédia Inesquecível - Autos do processo de Dilermando de Assis, que matou Euclides da Cunha. A obra de 232 páginas foi lançada na quarta-feira, dia 21, em São Paulo, pelas Editoras Albatroz, Loqüi e Terceiro Nome. Na manhã de 15 de agosto de 1909, Euclides da Cunha invadiu armado a casa de Dilermando de Assis, amante de sua mulher, e acertou dois tiros no rival, que reagiu também a tiros e matou o escritor. O livro traz a transcrição dos primeiros depoimentos colhidos logo após o tiroteio entre o amante e o marido de Anna Emília Solon da Cunha até a segunda sentença de absolvição de Dilermando, em 31 de outubro de 1914.
Quando matou Euclides da Cunha, Dilermando tinha 21 anos e há quatro mantinha um caso amoroso com Anna. O relacionamento extraconjugal trouxe à luz dois filhos, ambos registrados por Euclides. Os depoimentos dos autos revelam que o escritor tinha conhecimento desse fato. O processo mostra também que as razões do surgimento do triângulo amoroso que deu causa à “Tragédia da Piedade” - como ficou conhecido o crime, em alusão ao bairro carioca onde ocorreu - são usadas tanto pela defesa quanto pela acusação para tonificar a musculatura de suas teses. De um lado, a acusação carrega as tintas na tese de o réu ter cometido o crime impelido por “motivo reprovado”. De outro, os advogados de Dilermando tentam mostrar, de forma acessória à alegação de legítima defesa, que os atos e a personalidade de Euclides da Cunha teriam impulsionado sua mulher à traição. Um dos documentos juntados ao processo em que fica claro esse objetivo é o artigo do jornalista Júlio Bueno, companheiro de gamão de Euclides, publicado no jornal O Muzambinho uma semana depois do crime. Em um trecho, o jornalista descreve a relação do escritor com Anna.
“Mas aquele de grande espírito tinha uma falha; aquele de imenso coração tinha um ponto negro; aquela alma Adamantina, como novo Gulinan, tinha uma jaça; aquele Himalaia de patriotismo, de dedicação para os fracos, para os oprimidos, para os pequeninos, para os infortunados, tinha uma caverna escura; como Achiles, o herói de Homero, tinha um ponto vulnerável; aquele cultor apaixonado do dever tinha um senão - essa falha, esse ponto negro, essa jaça, essa caverna escura, esse ponto vulnerável, esse senão, era o abandono moral da companheira, daquela que de carinho, de zelo, de dedicação, o aconselhava, o advertia, o arredava dos perigos, procurando cercá-lo de uma atmosfera de calma e repouso. Porém o grande homem, por uma fatalidade idiossincrásica, correspondia mal a essas disposições da esposa.”
Prisão moral
O depoimento sobre Euclides da Cunha publicado no jornal por seu parceiro de gamão é apenas uma entre as diversas preciosidades que constam do processo e são resgatadas pelo livro. O relatório do delegado Joaquim Pedro de Oliveira Alcântara, que presidiu o inquérito policial sobre o crime, é revelador da comoção social provocada com a morte do escritor. Comoção que faria Dilermando, mesmo absolvido por duas vezes, ser sempre tido como o algoz do autor de Os Sertões. Em um trecho do relatório, o delegado atribui a “desordem no lar do extinto e glorioso homem de letras” às “relações adulterinas” mantidas entre Dilermando e Anna. Sustenta que o assassinato foi premeditado e contou com a ajuda de Dinorah, irmão de Dilermando, que também foi alvejado com dois tiros por Euclides e sobreviveu.
Fatos e versões
O delegado faz ainda referência à contradição nos depoimentos dos envolvidos na tragédia. A alegação ganha peso com a leitura dos primeiros depoimentos prestados logo após o crime, à Polícia, e os que se seguiram, à Justiça. A viúva de Euclides da Cunha, por exemplo, um dia depois da morte de seu marido, afirma que “suas relações de amizade com os moços Dilermando e Dinorah foram sempre de proteção e carinho maternal”. No dia seguinte, retifica as declarações para atestar que tinha estreitas relações com Dilermando, “a quem não ocultava todos os seus desgostos íntimos”. Mais de dois meses depois, ouvida em Juízo, Anna revela os detalhes do relacionamento e admite, inclusive, que Euclides não é o pai de um de seus filhos.
Eterno culpado
Dilermando de Assis foi denunciado pelo assassinato de Euclides da Cunha em 24 de setembro de 1909 e absolvido pela primeira vez em 5 de maio de 1911. Dos 12 jurados, seis votaram a favor da tese de legítima defesa e prevaleceu o princípio de que o empate beneficia o réu — in dúbio pro réu. A Justiça acolheu recurso da Promotoria por um novo julgamento. No segundo, em 31 de outubro de 1914, em um Júri formado por sete pessoas, cinco decidiram que o réu agiu em legítima defesa ao matar Euclides da Cunha. O campeão de tiro Dilermando foi absolvido pela Justiça, mas nunca pela sociedade, apesar de passar o resto da vida tentando resgatar sua reputação. Como relata a professora de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo, Walnice Nogueira Galvão, na brilhante apresentação que faz do processo, a última entrevista de Dilermando de Assis à imprensa teve conseqüências desastrosas. Segundo a estudiosa da vida de Euclides da Cunha, a reportagem do jornalista David Nasser, da revista O Cruzeiro, em 1951, sob o título “O crime de matar um Deus”, trouxe fotos de Dilermando com o torso nu para mostrar as cicatrizes deixadas pelos tiros desferidos por Euclides da Cunha e redundou em novos ataques e exposição pública negativa. Dilermando de Assis morreu três semanas depois da publicação da reportagem, vítima de ataque cardíaco, aos 63 anos.
Fonte: Revista Consultor Jurídico
MÚSICA
Satorres lançará CD no dia 15

O disco de Nando Satorres será lançado no CCIB
Um dos músicos rio-pardenses mais populares do momento está com um CD pronto e com data marcada para o seu lançamento. Estamos falando de nada mais nada menos do que Nando Satorres. Fogo, este é o nome do primeiro trabalho do artista, ele será lançado oficialmente em, São José do Rio Pardo no dia 15 de dezembro, às 20h30, no Centro Cultural Ítalo Brasileiro (CCIB). Também está sendo acertado o lançamento em outras cidades da região como Guaxupé, local onde ele possui um bom público. O CD possui composições próprias e também parcerias como Tiobi e também do rio-pardense Sandro Morgante, que assina nove das doze canções junto com Satorres.
Dificilmente uma pessoa com menos de 40 anos ainda não tenha visto e/ou ouviu a performance do jovem rapaz músico. Seja em um trio elétrico, em um clube, uma garagem, um rancho ou em um bar. Filho do casal Sidney Satorres e Sueli Perri Satorres, no início da década de 80, aos oito anos, formou uma “banda” cover dos Beatles com mais três amigos. Autodidata, aprendeu tocar violão e formou sua primeira banda, Tático Móvel, junto com Marco Tavela e Nandinho Rueda; Aos 17 anos ele já havia tocado em três bandas diferentes. Tocou em formaturas, casamentos, festas de passagem de ano e concursos de miss. Nesta época, Nando Satorres estava totalmente envolvido com o rock nacional e com hard rock inglês, foi também nessa época que arriscou suas primeiras composições. Em 1991 ele se mudou para Campinas, ingressando na Faculdade de Engenharia da Puccamp no ano seguinte. Durante a faculdade, dedicou-se apenas a suas composições com seu amigo Sandro Morgante, “que o fez ver as músicas por outra ótica”. Em 1997, já fora da faculdade, elaborou seu repertório e voltou a tocar em bares, desta vez com o renomado baixista campineiro, Maurício Grigol. Alguns anos depois, abandonou as obras de construção e passou a dedicar-se exclusivamente à música, principalmente a brasileira. Era uma nova fase. Nando Satorres, então, passou aprimorar suas técnicas fazendo cursos - mudou o repertório. Trocou o rock pela nova música baiana, o dance das boates e os hits parades. Essa atitude atraiu um novo tipo de platéia: A jovem. Mas, o CD Fogo não se atém apenas a esse público. A obra é madura e trabalha com o que há de mais requintado da música popular com um toque de contemporaneidade nas canções. Nando Satorres é casado com Alessandra Rueda e possui dois filhos, André e Maria Fernanda. Desde o início da década de 90 ele fixou residência em Campinas, mas não passa um mês sem estar em São José, seja para visitar a família, seja para se apresentar.
Visite o endereço eletrônico de Nando Satorres.
www.nandosatorres.com.br
EVENTO
Solenidade lembrou o Dia da Bandeira

A Bandeira sendo incinerada durante a solenidade no Altar da Pátria
Na segunda-feira, dia 19, autoridades municipais, estudantes e atiradores do Tiro de Guerra (TG 02-038) reuniram-se para comemorar o Dia da Bandeira. Ao contrário de anos anteriores, a cerimônia foi realizada no período da tarde, no Altar da Pátria. Estiveram presentes o prefeito João Santurbano, a secretária municipal de Educação Maria Ester Cassucci Vieira, o tenente Carlos Roberto Negrini, o vereador Marco Antonio Gumieri Valério, o presidente do Dec Maurílio Edson Basili,o sargento e instrutor do Tiro de Guerra Daniel Ricardo de Oliveira, representantes da Guarda Municipal entre outros. As bandeiras do Brasil, do Estado de São Paulo e da cidade foram hasteadas, respectivamente, pelo prefeito João Santurbano, pelo tenente Negrini e pelo vereador Marco Gumieri. Durante a solenidade ocorreu a incineração de bandeiras, procedimento formal adotado pelo Tiro de Guerra para dar destinação correta às bandeiras inservíveis. O ato despertou curiosidade em estudantes que participaram da solenidade. Outro ato da solenidade foi a premiação aos alunos das escolas públicas e particulares que participaram do concurso de desenho promovido pelo TG em parceria com o Dec e a Secretaria Municipal de Educação. Explorando o tema “A Amazônia brasileira”, a atividade buscou identificar trabalhos que exaltassem a região ou que alertassem para os crimes ambientais cometidos junto à Amazônia. Na oportunidade receberam certificados os estudantes melhores classificados no concurso: Patrícia Ramos (5ª série, da Emeif Profª Stella Maris Barbosa Catalano), Ana Adélia Porfírio Vieira (3ª série, da Emeif São Judas Tadeu), Carine Sanches Zani Ribeiro (5ª série, da EE Dr. João Gabriel Ribeiro), Eduardo Luís Gonçalves da Silva (8ª série da EE Cândido Rodrigues), Arthur Nartini Braz (7ª série do Colégio Santa Inês), Clariane Souza de Sá Pinto (7ª série do Colégio Unigrau). Os trabalhos dos alunos serão expostos a partir de segunda-feira, dia 26, na Biblioteca Municipal Monteiro Lobato.
MEIO AMBIENTE
Começou a piracema 2007/2008 no Rio Pardo

As regras para proteger a piracema no rio Pardo são rigorosas
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente publicou dia 23 de novembro no Diário Oficial da União a portaria nº 49 que estabelece as regras para a piracema 2007/2008, preservando a reprodução dos peixes. Seguindo a mesma linha do ano passado as regras são rigorosas para o Rio Pardo. O motivo para as restrições severas continua sendo o acidente ambiental ocorrido em 2003, quando milhões de litros de melaço vazaram de um Usina de Serrana. No texto aparece a justificativa. “Considerando o acidente ambiental ocorrido em setembro de 2003, no rio Pardo, estado de São Paulo, que causou grande mortandade de peixes, e a necessidade de manutenção da proibição da pesca naquela região, contribuindo de maneira mais efetiva para a recomposição dos estoques pesqueiros”. A portaria proíbe a pesca no rio Pardo, desde a barragem da usina hidrelétrica de Limoeiro, na cidade de Mococa, até Colômbia, na divisa de São Paulo com Minas gerais, onde o Pardo deságua no rio grande. Eliana Velocci, chefe do escritório regional do Ibama, os pescadores da região vão continuar “sofrendo” restrições mais rigorosas enquanto não forem realizados estudos científicos comprovando que o rio já se recuperou do acidente ambiental de 2003. “Não houve acordo entre o Ibama e a usina de Serrana, que não aceitou desenvolver o projeto por nós apresentado. Por isso, o Ibama e a Procuradoria Regional da República ingressaram na Justiça com uma ação civil pública, que ainda está tramitando”, explica.
HORA DA LEITURA
Na quarta-feira, dia 21, a partir das 13h30, na escola “Dr. Cândido Rodrigues” acontecerá a primeira feira de cultura e arte de São José do Rio Pardo – é o Literarte. O evento faz parte do projeto Hora da Leitura. De acordo com os organizadores, a intenção do evento é a produção e a contemplação das manifestações artísticas, colocando o aluno como produtor e crítico de arte, ampliando assim seu olhar sobre o fazer artístico. Estão previstos apresentações de peças teatrais, sarau, números musicais – flauta, violino e teclado -, danças artísticas e bandas.