ARTIGO

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O maior atentado terrorista da história

Por Fernando de Sylos

Ao raiar do dia 6 de agosto
de 1945, os Estados Unidos da América lançaram uma bomba nuclear dobre a cidade japonesa de Hiroshima (Japão), à qual se seguiu, três dias mais tarde, a detonação de outra bomba nuclear sobre Nagasaki. As estimativas do número total de mortos giram em torno de 220.000 (duzentos e vinte mil) pessoas, sendo que é impossível contabilizar as mortes posteriores de pessoas, devido à exposição à radiação. Mais de 90% (200.000) dos indivíduos mortos eram civis – homens, mulheres, jovens, crianças e bebês. Eu mesmo conheci um homem que morreu em São Paulo na década de 70, que era bebê no dia da bomba e sobreviveu na zona rural de Hiroshima. Teve leucemia como doença terminal, mas sofreu por toda a vida as mais diversas doenças causadas pela radiação.
Essa covardia americana era para “acabar com a guerra alguns meses mais cedo”. A preparação para a rendição do Japão já estava em progresso em Tóquio
...
Há pessoas (!) que acham que se tratava de uma guerra... a Segunda Guerra Mundial, que chegava ao fim, mas o ataque covarde, assassino e animalesco com a utilização de uma arma com um potencial de destruição até então desconhecido e incomparável é o maior atentado terrorista da História. Nenhum outro atentado terrorista ao longo da história humana pode se comparar a essa atitude inominável de governo e militares pusilânimes de uma nação prepotente. (O presidente daquele país se chamava Harry Truman.)
Para se ter idéia do terror, o primeiro teste nuclear havia ocorrido em absoluto segredo num deserto dos Estados Unidos no dia 16 de julho daquele ano. Apenas 21 dias antes do morticínio de civis japoneses inocentes!!! Uma arma que a humanidade jamais conhecera. (E uma arma que os mesmos Estados Unidos mantêm até hoje em seus arsenais... e proíbem qualquer outro povo de possuir!!!!)
Aquele povo que tem essa dívida para com Deus ainda era irônico: a bomba lançada sobre Hiroshima recebeu o nome de Little Boy (“Garotinho”, em português). Sua carga nuclear era composta de urânio e devia explodir ao chegar a aproximadamente 565 metros do solo. A energia liberada pela bomba era semelhante a uma carga de 20 mil toneladas de TNT. Quando atingiu seu alvo, um furacão de fogo arrasou a cidade, e o que se seguiu foi o caos: a cidade destruída, centenas de milhares de pessoas feridas, cobertas de vidro e madeira com seus corpos queimados. Elas não tinham a quem recorrer, já que suas casas foram destruídas, assim como as de seus conhecidos, e mesmo os hospitais haviam sido danificados e não tinham condições para atender à população. Faltavam médicos, enfermeiros e remédios. Mortos jaziam pelas ruas, e o cheiro da cidade era insuportável. Era a visão do apocalipse!
Como se não bastasse o horror de Hiroshima, essa mesma covardia foi repetida três dias depois na cidade de Nagasaki, que foi atingida por uma bomba com carga atômica de plutônio. Novamente, o desastre se repetiu.
Ainda hoje os sobreviventes da maior catástrofe da história trazem marcas físicas e psicológicas do terror vivido em Hiroshima e Nagasaki. Os dias 6 e 9 de agosto são relembrados, há mais de 60 anos, com muito sofrimento e provavelmente jamais serão esquecidos. Jamais podem ser esquecidos!

SOCIAIS

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Caio Fornari
O judoca Caio Andreoli Fornari recebeu Certificado de Menção Honrosa do Rotary Clube de São José Rio Pardo "Oeste", pelas conquistas e como grata revelação do esporte rio-pardense.







Maria
Na noite do sábado dia 8, a secretária Maria dos Reis Paião também completou mais um ano de vida. Ela aproveitou a ocasião para reunir o marido, filhos e netos para comemorar a data. PARABÉNS!!!!!!!






Zé Merli
A família Merli se reuniu no último sábado, dia 8, para comemorar o aniversário de José Osvaldo e os filhos Daniel e Camila. Luis Barbosa também esteve presente na festa e aproveitou para apagar mais uma vela.




























VAMOS PRESERVAR

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Desprezo pelo patrimônio histórico de São José Rio Pardo



Fábio Missura
fabiomissura@hotmail.com




Foi pelas páginas do da Silva que li uma notícia que me deixou perplexo e indignado. A notícia fazia referência a um projeto de lei do vereador José Roque Rueda que foi aprovado pelo seu novo partido, o PV. O projeto 4/2007 autoriza a destruição das fitas utilizadas nas gravações das sessões da Câmara. Diante de tal absurdo e preocupado com a preservação da história rio-pardense fui à busca de maiores informações sobre essa verdadeira demonstração de desprezo pelo patrimônio histórico rio-pardense. Entrei em contato com o autor da proposta e perguntei a ele o motivo de tal projeto. Segundo ele, a gravação das sessões foi determinada um tempo atrás para que a ata fosse feita com fidelidade, pois vereadores reclamavam que o conteúdo da ata, muitas vezes, não representava o que tinham dito na seção. Ainda segundo Rueda, por informações de “funcionários antigos da Câmara” “aquilo (as fitas) não servia pra nada”. Diante dessa percepção de funcionários de que as fitas não tinham nenhuma utilidade ele resolveu fazer o projeto. Mas disse ainda que a Câmara pretende estudar uma maneira para gravar em vídeo as sessões. O fato curioso é que primeiro se legisla a favor da destruição das fitas, e só depois vai-se estudar outro mecanismo... Não seria mais fácil criar esse outro mecanismo primeiro? Mesmo porque, para alguns, pode não parecer, mas a preservação da História é relevante, sim!! Esse episódio me fez lembrar (guardando as devidas proporções) da destruição, no início da República, dos arquivos brasileiros referentes à escravidão, com o objetivo de apagar as vergonhas do passado! Será que aqui em São José os nobres vereadores temem a História?

A Infra-estrutura dos postos bancários e lotéricas
Recentemente os bancos brasileiros têm descentralizados alguns de seus serviços. Surgiu, assim, nas cidades os postos bancários que passam a receber contas, boletos, entre outros produtos. Na verdade, é uma forma de desafogar as agências. Mesmo porque em São José existe uma lei municipal que determina o tempo de espera nas filas bancárias. A pergunta que fica é a seguinte: Será que estes postos bancários tem infra-estrutura decente para atender aos cidadãos? Muitos destes postos são verdadeiros cubículos em que mal cabem os funcionários. É só dar uma volta pela cidade e perceber as grandes filas que se formam em frente a esses postos bancários e lotéricas. À primeira vista, um dos poucos lugares que funcionam como postos bancários e têm um mínimo de conforto para os clientes é a Agência dos Correios. Será que os direitos constitucionais desses cidadãos estão sendo respeitados? Nesses estabelecimentos há locais adequados para atender idosos e gestantes? A quem cabe a fiscalização? O grande mal deste país é que os cidadãos não buscam fazer valer seus direitos!

BRASIL COLÔNIA

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Somos um país independente?



Marcelo Augusto da Silva
marcelo3151@bol.com.br



Nós não vamos pagar nada / Nós não vamos pagar nada / É tudo free, ta na hora / Agora é free, vamo embora / Dar lugar pros gringo entrar / Esse imóvel ta pra alugar”.
Aluga-se, Raul Seixas

A trajetória do Brasil foi marcada pelos laços de dependência desde os seus primórdios. Colônia e metrópole, liberdade e Império, república e presidentes militares, consolidação da democracia e capital financeiro internacional, foram os períodos antagônicos da História do país que nortearam a política brasileira e juntamente a economia e a sociedade.
Após séculos de exploração e pilhagem o Brasil deixa de ser uma colônia portuguesa, mas mesmo assim o modelo desse sistema agro-exportador e dependente ainda persiste na existência do país como sendo uma enorme cratera a aumentar e sugar tudo ao seu redor.
O 7 de setembro - data que se comemora nossa independência e a qual muitos não sabem o motivo do feriado e muito menos o que ele significa - foi muito mais uma mudança de dominação do que uma independência propriamente dita.
Se outrora os europeus aqui desembarcaram e montaram suas estruturas políticas, administrativas e econômicas para surrupiar o que tínhamos de melhor, hoje nações hegemônicas perpetuam o mesmo modelo exploratório, portanto, com muito mais facilidade, bastando apenas instalar suas multinacionais e transnacionais, ou então impor sua cultura e nos obrigar a sustentá-los indiscretamente através do consumo daquilo que nos “enfiam goela abaixo”.
Onde está a autonomia de um povo que despreza sua própria cultura e glorifica a dos outros, apesar desta não representar nada ou sequer significar algo para nós? Cadê o país soberano que no momento de tomar decisões fica amarrado a grupos empresariais ou ao capital externo? Cadê a auto-suficiência de consumir aquilo que é produzido aqui mesmo e não ter que entregar aos estrangeiros a preço de banana? Onde está o patriotismo de uma nação que tem vergonha das cores de sua própria bandeira, mas que se reveste como colorido de outros países? Cadê a soberania de um país que permite a exploração de nossos serviços e de nossas riquezas minerais e naturais por empresas estrangeiras devidamente autorizadas ou então por meios ilícitos?
A pseudo-independência do 7 de setembro de 1822 tardou a chegar. Por enquanto a real independência, no seu sentido mais amplo, certamente tardará muito mais a chegar. Quem viver, verá. Quem sabe.

NOTAS - por MIGUEL PAIÃO

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Miguel Paião
miguelpaiao@ibest.com.br


E o Senado
Sempre achei que o Senado fosse uma instituição pesada demais para o povo brasileiro sustentar. Mas, por outro lado, tinha a impressão de que lá estava o que há de melhor e de mais ponderado na política do País – não faço aqui nenhum juízo ideológico. Mas me enganei na segunda observação.

Motivo
A manobra política armada dentro do Senado para impedir a cassação de Renan Calheiros na quarta-feira foi à gota. Quarenta senadores votaram pela sua absolvição, enquanto que 35 votaram contra. Seis deles, sabendo que eram os fieis da balança, resolveram não votar e, de forma branca, ajudar o presidente da Casa.

Pior
À votação foi secreta e ainda, a mando do próprio acusado, impediram que as pessoas tivessem acesso à sessão. Mais de cem seguranças foram mobilizados para garantir que nada saísse do controle do que já estava armado. Nem mesmo deputados puderam acompanhar a votação.

Por outro lado
Aqui em Sanzé a população tem e manifestado, sempre que necessário. Às vezes de forma tímida, outras mais agressivas. Mas de um modo geral ela não tem se mostrado apática.

Exemplo
Nos últimos dias, por exemplo, no mínimo três assuntos importantes tiveram a participação direta da população: a data do desfile da Semana Euclidiana, a segurança no Vale do Redentor e, por conseqüência, na Escola Laudelina de Oliveira Pourrat e também a preservação do arquivo de fitas cassete da Câmara.

Ainda sobre as fitas
Depois de tentar mostrar sua força na sessão do dia 28 de agosto, aprovando um projeto que dá cabo a todo o arquivo gravado das sessões da Câmara, o PV teve que recuar e aceitar uma proposta feita pelo presidente da Câmara, Marco Antônio Gumieri, de se criar uma Portaria para tentar resolver o erro do partido.

Tentou, mas não deu
O vereador Ismael Batista, diante dos alunos e dos professores da Feuc, tentou justificar na última sessão de que não havia a intenção do seu atual partido em destruir os documentos, apenas de achar uma alternativa mais moderna para se registrar as sessões. Sua fala não convenceu.

MOMENTO ESPÍRITA - Grupo Espírita Hilário Silva

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Necessidade da caridade segundo São Paulo

Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens, e mesmo a língua dos anjos, se não tivesse caridade não seria senão como um bronze sonante, e um címbalo retumbante; e quando eu tivesse o dom de profecia, penetrasse todos os mistérios, e tivesse uma perfeita ciência de todas as coisas; quando tivesse ainda toda a fé possível, até transportar as montanhas, se não tivesse a caridade eu nada seria. E quando eu tivesse distribuído todos os meus bens para alimentar os pobres, e tivesse entregue meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso não me serviria de nada.
A caridade é paciente; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não se melindra e não se irrita com nada; não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, entre elas, a mais excelente é a caridade. ( São Paulo, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, v. de 1 a 7 e 13).
São Paulo, de tal forma compreendeu essa verdade, que disse: “ Ainda quando eu falasse a língua dos anjos; quando tivesse o dom da profecia, e penetrasse todos os mistérios; quando eu tivesse toda a fé possível, até transportar as montanhas, se não tivesse caridade, eu nada seria. Entre
estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade.” Coloca, assim, sem equívoco, a caridade acima mesmo da fé, porque a caridade está ao alcance de todo o mundo, do ignorante e do sábio, do rico e do pobre, e porque independe de toda a crença particular.
E fez mais: definiu a verdadeira caridade, mostrou-a não somente na beneficência, mas na reunião de todas as qualidades do coração, na bondade e benevolência para com o próximo.

Texto extraído de O Evangelho segundo o Espiritismo, Capítulo XV – FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

Plebiscito pergunta: A Vale do Rio Doce deve ser pública ou particular?

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Até 7 de setembro, ocorre o plebiscito popular para decidir sobre a volta da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) para o patrimônio público. A consulta é organizada por várias entidades da sociedade civil como Marcha Mundial de Mulheres, Conlutas, Pastoral Operária, Rede de Estudantes Populares de Direito, Sindicato dos Petroleiros de SP, Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário, Associação e Educação Católica e Conselho das Associações de Moradores de SP.

A Vale, como é mais conhecida, era uma empresa controlada pelo Estado até 1997, quando foi privatizada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Desde essa época, o leilão de venda da empresa é contestado na Justiça.

Uma das razões da briga judicial, e também do plebiscito, é o fato da Vale ter sido vendida pelo valor de R$ 3,3 bilhões, sendo que o seu patrimônio era avaliado em R$ 92 bilhões. O plebiscito é uma forma de consultar a população sobre um tema de importância nacional. No caso da venda da Vale, a consulta traz quatro perguntas:

1) EM 1997, A COMPANHIA VALE DO RIO DOCE - PATRIMÔNIO CONSTRUÍDO PELO POVO BRASILEIRO - FOI FRAUDULENTAMENTE PRIVATIZADA, AÇÃO QUE O GOVERNO E O PODER JUDICIÁRIO PODEM ANULAR. A VALE DEVE CONTINUAR NAS MÃOS DO CAPITAL PRIVADO?

2. O GOVERNO DEVE CONTINUAR PRIORIZANDO O PAGAMENTO DOS JUROS DA DÍVIDA EXTERNA E INTERNA, EM VEZ DE INVESTIR NA MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE VIDA E TRABALHO DO POVO BRASILEIRO?

3. VOCÊ CONCORDA QUE A ENERGIA ELÉTRICA CONTINUE SENDO EXPLORADA PELO CAPITAL PRIVADO, COM O POVO PAGANDO ATÉ 8 VEZES MAIS QUE AS GRANDES EMPRESAS?

4. VOCÊ CONCORDA COM UMA REFORMA DA PREVIDÊNCIA QUE RETIRE DIREITOS DOS TRABALHADORES/AS?


Só no Estado de São Paulo, mais de 400 cidades participam do plebiscito e colocaram urnas para votação em locais de grande circulação de pessoas. Se o resultado da sondagem apontar que a Vale deve voltar a ser pública, os organizadores do plebiscito podem usar os números para pressionar o governo federal a desfazer a venda da empresa.

A potência da Vale é comparada à força da Petrobrás, ainda estatal. A Vale é a maior produtora de minério de ferro do mundo, com jazidas suficientes para 400 anos. Possui ainda duas ferrovias, nove portos, empresas de alumínio, papel e celulose espalhadas por 140 cidades, 10 estados e 11 países.

Os resultados da votação devem ser divulgados nos próximos dias. Na Internet, a página http://www.avaleenossa.org.br/, traz outros detalhes sobre o assunto. Na próxima edição, o DA SILVA traz mais notícias sobre o plebiscito.
Texto: André Merli

Ano IV - Edição 48 - São José do Rio Pardo - SP - 01 de setembro de 2007

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CARTA DO LEITOR

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O artigo “Água benta para menores”, escrito pelo nosso companheiro Fábio Missura, publicado no mês de julho, na edição 41, deste singelo tablóide, causou os mais diversos comentários, repúdios e também apoio. No entanto, vale ressaltar que nenhuma das avaliações lançadas sobre o texto, pelo menos que tenha chegado até nossas mãos, foi tão sensata e sincera quanto a do Abade do Mosteiro São Bernardo, Dom Edmilson Amador Caetano. O comentário de Dom Edmilson foi enviado para o endereço eletrônico oficial do jornal -
dasilva@ciranda.net -, no dia 17 de julho, mas, por problemas na caixa de mensagem, ele somente foi aberto na semana passada.
O texto de Missura, dentre outras coisas, falava em exploração da fé e da suposta venda de bebidas alcoólicas para menores em quermesse.
Segue o comentário de Dom Edmilson na integra.

Miguel, paz!
Parabéns a você e equipe pelo retorno do “da Silva”.
Fico contente em poder lê-lo novamente.
Peço a você que faça chegar ao Fábio Missura (não tenho e-mail dele) o que escrevo abaixo, a respeito do artigo “Água benta para menores”.

1) Concordo plenamente que não se deva vender cerveja para menores. O alcoolismo entre os jovens está sendo um fato assustador. Creio que a análise deste fenômeno é complexa e não tenho condições de fazê-la neste momento.

2) Não quero entrar no assunto daqueles que “por aí vivem da exploração da fé”, pois isso vem acontecendo e se fala na Igreja católica de “marketing católico”, coisa que não aceito. Ainda que estejamos na famosa globalização, o espírito da Igreja – ainda que não possa ausentar-se da vida comercial em certos aspectos – deve ser outro.

3) O dízimo, bem entendido no seu sentido bíblico é pastoral, não se encaixaria na expressão “exploração da fé”, pois é de origem bíblica. É aqui realmente que aparece o problema para a Igreja Católica e para as outras comunidades cristãs. O dízimo não é comércio com Deus, nem esmola, nem prestação que se paga à comunidade cristã. O dízimo é ato de culto a Deus (“Amarás o Senhor teu Deus com todas as tuas forças”.), contribuição consciente com a comunidade cristã para a Obra de Evangelização, que não só inclui o devido sustento dos ministros, mas todas as despesas da comunidade e também as obras de filantropia e promoção humana.

4) Neste sentido tenho sempre expressado o meu parecer contrário às quermesses, (no momento atual, não digo daquilo que foram as quermesses tradicionalmente). Se o dízimo é a oferta consciente e cristã para o sustento da comunidade, não haveria necessidade de quermesses, uma vez que todos os cristãos devem contribuir com o dízimo. Quando a Igreja promove uma quermesse emprega o trabalho voluntário de muitas pessoas (pessoas generosas!), depende de doações, pois se tiver que comprar as coisas necessárias o resultado será muito trabalho e pouco ganho. Aparece também esta lamentável e imoral situação de menores bebendo bebidas alcoólicas e o modo imoderado como bebem alguns adultos. Visto que não depende da minha pessoa aprovar ou não a realização de quermesses, sou do parecer que nas quermesses paroquiais não se deveria vender cerveja ou outra bebida alcoólica; seria um modo de evitar este desagradável problema.

5) Na verdade, não se vende cerveja diretamente a menores (pelo que sei e já vi), mas adultos compram e passam aos menores. Fica difícil uma fiscalização nas quermesses. Não vender bebida alcoólica a menores é uma lei “das autoridades competentes” e acredito que venha sendo respeitada, exceto pela situação que citei acima. Portanto, não concordo com o “vale tudo por dinheiro”.

6) A respeito do Educandário: Ele não é propriedade das religiosas. É uma instituição pública, onde atualmente quatro religiosas trabalham incansavelmente para a educação e sustento das crianças que para lá são enviadas pelas “autoridades competentes”. Se é pública, não precisaria de quermesses para providenciar o devido sustento. (As paróquias também não são propriedades dos padres; a Igreja não são os bispos e os padres simplesmente).

7) Uma observação: Se existir uma moral católica que não seja cristã, ela é falsa.

8) Escrevi, Fábio, porque tive vontade. Não gosto de escrever. Acredito que o meu carisma seja mais de pregador, que escritor. Desejo que o “da Silva” continue desta vez sem interrupções e que possa ajudar a todos na reflexão política, social, histórica etc. Além, é claro, de informar os fatos sob um outro prisma, que não desmerece a nenhum informativo da nossa cidade, mas nos ajuda a ter uma visão mais ampla da realidade.

Um forte abraço.
D. Edmilson Amador Caetano
Abade do Mosteiro São Bernardo

CONFERÊNCIA MUNICIPAL DA SAÚDE

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Mais de 200 pessoas participam do evento


Cerca de 200 pessoas estiveram presentes na noite de quarta-feira, 29, à V Conferência Municipal de Saúde. O evento foi realizado na Biblioteca Municipal Monteiro Lobato e, na oportunidade, discutiu os desafios e benefícios do sistema de Estratégia da Saúde da Família, o antigo Programa Saúde da Família.
Entre os muitos participantes da Conferência estiveram: o secretário municipal de Saúde, Dr. Carlos Alberto de Souza e a diretora municipal de Saúde Heloísa Helena Ernesto, os médicos Marcelo Galotti, Hamilton Torres (diretor do Centro de Saúde), a secretária municipal de Promoção Social, Rosângela Tinti Lopes, o presidente do Conselho Municipal de Saúde Antonio Carriero, além dos vereadores Lucia Libânio, Márcio Calegari e Marco Gumieri Valério. Da Divisão Regional de Saúde de São João da Boa Vista (DRS XIV) participaram as profissionais Dânia Marcondes Fonseca e Élide Isabel de Pauli Rocha de Moraes. Em viagem, o prefeito João Santurbano não pode comparecer ao evento.
Além de outros profissionais do setor de Saúde do município, dos conselheiros que integram o Conselho Municipal de Saúde e pessoas da comunidade, também fizeram parte da Conferência estudantes do curso técnico de enfermagem da Fundação Educacional e estudantes do curso de enfermagem da Unip.
A discussão principal do evento girou em torno dos trabalhos do PSF. “O objetivo das discussões é fazer a população entender a importância do PSF”, comentou Heloisa Helena, segundo a qual, o sistema aumenta o vínculo entre os profissionais de saúde e os usuários. “Da forma como se fazia antigamente, com o médico indo à residência das famílias, conhecendo os seus pacientes”, completou. E, conforme considerou o médico Marcelo Galotti, “a importância do PSF está na prevenção da doença”.
São José do Rio Pardo tem cinco núcleos do programa. Cada unidade do programa Estratégia de Saúde da Família (ESF) – novo nome do PSF – conta com 1 médico, 1 enfermeira, 1 dentista, 1 técnico em enfermagem e 6 agentes de saúde. Os recursos para pagamento dos profissionais das unidades são repassados pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura entra com a parte de manutenção e equipamentos.
“Existe intenção de implantar mais duas unidades, para atender a população da região do Buenos Aires, Vila Verde”, disse Heloisa, explicando que o projeto ainda não foi viabilizado porque os recursos orçamentários são insuficientes.
Após apresentadas algumas das atividades realizadas pela unidade do bairro Carlos Cassucci, a V Conferência Municipal de Saúde mobilizou profissionais da área e membros do Conselho Municipal de Saúde para a discussão das diretrizes para o melhor funcionamento dos ESF.

Texto: G. Ishikawa - Assessoria de Imprensa da Prefeitura

CONSELHO TUTELAR

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Entidade tem cumprido seu
papel, diz
conselheiro


Bruno Donizetti Pereira, Ildefonso Alves das
Neves e Lucilene Lofrano Maziero
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O Conselho Tutelar tem cumprido suas obrigações com a comunidade rio-pardense, foi o que disse o conselheiro Bruno Donizetti Pereira na tarde do dia 17 deste mês na sede da entidade. “Trabalhamos a partir de denúncias e acompanhamos todas as festas nas quais somos solicitados pelo Ministério Público”.
De acordo com ele, quando acionados, na maioria das vezes, os cinco conselheiros se deslocam para o evento para realizar as fiscalizações de praxe – evitar que menores ingiram bebida alcoólica e que freqüentem locais proibidos.
Segundo Ildefonso Alves das Neves, os conselheiros averiguam as portarias, para evitar que menores entrem nas festas. Disse também que nestes mesmos casos, eles realizam averiguações no interior do recinto.
Naquele dia, por exemplo, a presidente da entidade, Lucilene Lofrano Maziero, havia recebido há poucos minutos um comunicado da Promotoria Pública solicitando a presença deles na festa que ocorreu nas piscinas do Rio Pardo Futebol Clube (RPFC) com a dupla sertaneja Vítor e Léo.
Outro trabalho que eles vêm realizando, segundo Pereira, são as fiscalizações das lan houses, principalmente no período da noite. Comentou que a Legislação Estadual proíbe que menores até 12 anos freqüentem esses locais se não estiverem acompanhados de uma pessoa responsável. De 12 a 17, o caso não é menos complicado. Os adolescentes somente podem freqüentar uma lan house se houver uma autorização por escrito do responsável.
Ele explicou que o trabalho do Conselho é mais de prevenção e se baseia, na maioria das vezes, em denúncias. “Isso não impede, porém, que façamos as fiscalizações por nossa conta”, disse Neves.
Segundo ele, o Conselho Tutelar não é um órgão de repressão, os conselheiros fazem as fiscalizações e, em caso de reincidência de alguma pessoa ou estabelecimento, podem advertir e encaminhar o caso para as autoridades competentes.
Para Ildefonso, o objetivo da entidade é desenvolver um trabalho utilizando todos os recursos disponíveis no município para evitar que um menor seja recolhido em um abrigo. “Procuramos todos os meios para trabalhar o menor e também a família. Pois só assim conseguiremos evitar a separação entre eles”, explicou Neves.

QUEIMA DE ARQUIVO

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PV vota pela destruição de áudios da Câmara

A Câmara de São José do Rio Pardo aprovou na noite de terça-feira, dia 28 o Projeto de Resolução 4/2007, de autoria do vereador José Roque Rueda (PV), autorizando a destruição das fitas utilizadas nas gravações das sessões da Câmara. As gravações serviam como documento histórico de áudio do Legislativo. O projeto de Rueda alterou a Resolução nº 6/96.
O projeto determina que as sessões da Câmara “serão gravadas em áudio para elaboração com fidelidade da ata, mas, após a aprovação da referida ata, as fitas ou outro meio qualquer utilizado para a gravação das sessões serão destruídos ou reaproveitados”.
Em votação única, o projeto foi aprovado por cinco votos a quatro. Votaram pela alteração o autor do PL: José Roque Rueda, Amilton Pizzoli, Paulo César Vedovato, Reinaldo Milan e Ismael Batista da Silva - todos filaidos ao PV; votos contrários: Márcio Callegari Zanetti e Lúcia Helena Libânio da Cruz (ambos do PPS), Luiz Paulo Cobra Monteiro (PSB) e Antonio Marcos Zanetti (PSDB).

AMAMENTAÇÃO

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São José participa de avaliação de práticas alimentares em criança



Servidores da área da saúde e os voluntários da Unip durante a aplicação do questionário de avaliação


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No último sábado, dia 25, São José do Rio Pardo, participou do projeto Amamentação e Municípios, criado pelo Instituto de Saúde da Secretaria Estadual que, dentre outras coisas, visa avaliar as práticas alimentares em crianças de até 1 ano. Os dados são colhidos através de um questionário padrão aplicado nos pais das crianças durante a segunda fase da Campanha Nacional de Multivacinação. O projeto foi aplicado em todos os municípios do Estado. Uma das vantagens é que com essa pesquisa, o município passa a ter acesso a um banco de dados das práticas alimentares em nos primeiros 12 meses da crianças.
Em São José, o projeto Amamentação e Municípios ocorreu através de uma parceria entre o Instituto de Saúde, o setor de Epidemiologia do Município e a Unip, que participou com 40 voluntários do terceiro ano curso de enfermagem.
Os levantamentos foram feitos em todos os pontos de vacinação da cidade montados no dia da campanha. Na zona rural, o levantamento foi feito no dia 18.
Para garantir a qualidade do projeto, o Instituto treina uma equipe em cada município para a realização da coleta e análise dos dados. Essa equipe fica responsável pela coleta de informações em um dos dias da Campanha de Multivacinação. Posteriormente, ela irá processar e analisar os dados com a assessoria do IS.

CÂMARA MUNICIPAL

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Indicações do dia 28

Na sessão de terça-feira, 28, o vereador e presidente da Câmara, Marco Antônio Gumieri (PSDB) apresentou uma indicação ao prefeito, sugerindo o envio de projeto de lei dispondo sobre a instalação de sistema de aquecimento de água por energia solar nas novas edificações do município.
O também tucano Antônio Marcos Zanetti pediu melhorias na iluminação da avenida Belmonte, na Vila Maschietto, e ao redor da escola “Prof. Jorge Luiz Abichabki”, na Vila Brasil. Zanetti também pediu que o executivo trabalhasse na elaboração do projeto para a construção de um prédio para o Batalhão da Polícia Militar. Sugere, também, a elaboração de projeto para construção de ginásio esportivo para a escola “Prof. Jorge Luiz Abichabki” e a Escola de Educação Especial Cáritas
O vereador Amilton Pizzoli também apresentou duas indicações. Uma sugerindo ao prefeito a construção de lombada na rua Floriano Folharini e outra a de limpeza de bueiros na rua Prof. Odilon Machado César.

EDUCAÇÃO

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Semana de Filosofia começa dia 11


Os professores João Batista Silva, Carlos Eugênio Alves e Marli Alves Silva, organizadores do evento


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A segunda edição da Semana de Filosofia, coordenada por professores da escola “Dr. Cândido Rodrigues” já está com data marcada, será de 11 a 14 de setembro na sede social do Rio Pardo Futebol Clube (RPFC). O evento acontecerá todas as noites, a partir das 19h30, com abertura de uma atração musical realizada pelos alunos da escola.
Para o psicólogo e professor de filosofia Carlos Eugênio Alves, a motivação dos alunos em querer participarem do evento tem sido o grande diferencial da Semana de Filosofia deste ano em relação ao ano anterior. Carlos Eugênio, juntamente com os professores João Batista da Silva e Marli de F. Alves Silva, são os criadores do evento.
“Semana de Filosofia cresceu sobre todos os pontos, palestrantes são de nível universitários”.
A divulgação da festa do conhecimento já começou, já foram distribuindo faixas, adesivos e estão sendo feito divulgação nos meios de comunicação. “Há um anseio de nossa parte em atingir a TV, mas isso já de pende de outros fatores”.
Segundo informações da professora Marli, seria importante que os alunos e toda a comunidade rio-pardense fossem prestigiar o evento. “Ele é de alto nível e é de graça”, disse.
Será emitidos certificados para os alunos universitários que desejarem. Os interessados deverão se dirigir, durante a semana ao Mercado Cultural, na Praça Barão do Rio Branco, a partir das 14h, para fazer a inscrição. Ela custará R$ 10.
A primeira palestra da Semana de Filosofia, dia 11, será com o professor Renaldo Mazaro Junior. Ele estará tratando do tema “A influência das Mídias na Sociedade Contemporânea”. No segundo dia, o tema a ser abordado será “Personalidades que transformaram a Humanidade: Jesus Cristo e Sócrates. Os palestrantes serão José Caetano Minus e o Monsenhor Denisar Coelho.
No dia seguinte, dia 13, o professor Marcos Nogueira de Lima tratará o tema Filosofia e Educação. No último dia, o professor da Unesp Pitágoras Bispo, falará sobre “O Futuro da Humanidade: Questão ambiental e Filosófica”.
O artista plástico Ronaldo Bertacco fará uma participação no evento.

AMIGOS DA FEUC

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Grupo continua com as reuniões de trabalho


O grupo Amigos da Faculdade Euclides da Cunha (Feuc) se reuniu, mais uma vez, na manhã do dia 25. A reunião foi realizada na Câmara e contou com a presença de vários rio-pardenses.
Entre os vários temas pautados pelo grupo, decidiu-se confeccionar camisetas personalizadas com o nome do grupo. A intenção, segundo os coordenadores, é dar início à divulgação e identificação do trabalho que eles estão começando a fazer e que, ao mesmo tempo, amigos e colaboradores possam usá-las. Durante a semana, o grupo saiu em busca de patrocínio para pagar algumas despesas, como por exemplo, o telão que deverá ser usado no Feuc Rock Show que será realizado no dia 21 de setembro no Epidauro. O Departamento de Esportes e Cultura (Dec), também tem se mostrado solícito e se dispôs a ajudar no que for possível nos trabalhos que possam divulgar os trabalhos da Feuc.

Feuc Rock Show
Estão sendo contatados os responsáveis pela dança e pintura do Curso de Artes da Feuc, e surgiram boas idéias para apresentações simultâneas ao Show de Rock. O curso de Letras está providenciando alunos para uma espécie de teatro mambembe, ou seja, de improviso, junto ao público das arquibancadas e adjacências durante o evento no Epidauro. Modelos de panfletos para a propaganda do show também já estão em fase final de aprovação.
Quanto ao jantar comemorativo ao aniversário da instituição, que a princípio aconteceria no dia seis de outubro na sede do Grêmio Nestlé, será transferido para um outro local ainda a confirmar.
Segundo a professora Marlise Cassassola, no dia 1º de setembro o grupo volta a se reunir às 10h na Câmara.